A Amazon Prime Video tem movimentado bastante seu catálogo recentemente, apostando tanto em histórias originais cheias de mistério quanto em grandes adaptações de franquias consagradas. Se por um lado os assinantes estão desvendando os segredos do slasher “Dezesseis Facadas”, por outro, a plataforma já prepara o terreno para a aguardada série baseada no universo de “God of War”.
Um mergulho nos anos 80
“Dezesseis Facadas” é aquela mistura curiosa de terror e ficção científica que, surpreendentemente, vem agradando muita gente. A trama nos leva direto para 2023, exatos 35 anos depois que a pacata cidade de Vernon foi assombrada pelo assassinato brutal de três adolescentes, todas mortas com as tais dezesseis facadas. O criminoso nunca foi pego e resolve dar as caras novamente para fazer uma quarta vítima. É aí que conhecemos Jamie, interpretada por Kiernan Shipka. Durante uma fuga desesperada do mascarado, a garota acaba se escondendo em uma cabine de fotos que, por um acidente bizarro, a joga diretamente para o ano de 1987, dias antes dos crimes originais acontecerem. O objetivo dela passa a ser claro: investigar e descobrir a identidade do serial killer a tempo de salvar a vida de sua própria mãe.
O filme traz um elenco de rostos bem familiares da TV, incluindo Olivia Holt, Liana Liberato, Julie Bowen e Lochlyn Munro. A recepção tem sido bastante positiva, ostentando 87% de aprovação da crítica e 77% do público no Rotten Tomatoes, além de entregar um prato cheio para os fãs do gênero com referências diretas a clássicos como “Pânico” e “De Volta para o Futuro”.
A identidade do mascarado
O grande clímax da história acontece no parque de diversões, mais especificamente dentro de uma casa mal assombrada. Os jovens armam uma emboscada usando Marisa como isca para capturar o assassino de uma vez por todas. A situação sai de controle, rola uma luta intensa e Kara, a filha do xerife que estava fantasiada de Morte, acaba matando o mascarado com uma foice. Quando a máscara finalmente cai, a surpresa: o assassino original é ninguém menos que Doug, o diretor da escola de Jamie no futuro de 2023.
A motivação de Doug era puramente baseada em vingança. Ele carregava um colar com a foto de “Fat Trish”, sua namorada na época, que sofria um bullying pesado do grupo de garotas conhecido como Mollys. No dia da sua morte, ela foi convidada por Tiffany, Marisa e Heather para uma festa do pijama. Lá, elas a embebedaram e a pressionaram para confessar um suposto caso com o treinador do colégio. Desesperada e negando tudo, Trish se trancou no quarto, ligou para Doug para contar o que estava acontecendo e fugiu de carro ainda sob efeito do álcool. O resultado foi um acidente fatal. Para vingar a morte da amada, Doug caçou e esfaqueou as garotas envolvidas. A mãe de Jamie, Pam, só escapou dessa primeira onda de ataques porque não estava presente naquela fatídica noite.
Fama a qualquer custo
A verdadeira reviravolta para o espectador acontece quando descobrimos que o assassino que aterrorizava 2023 não era Doug. O responsável pelos novos ataques é Chris, um podcaster de true crime que viu sua audiência despencar. Para voltar a ser relevante e forçar a reabertura do caso, ele tomou a decisão bizarra de matar a versão adulta de Pam. A obsessão pelo sucesso do podcast foi tão longe que, ao descobrir através de Amélia que Jamie tinha viajado no tempo para investigar a história, Chris decide segui-la até 1987 para matar as garotas com as próprias mãos.
Logo depois que Doug morre, Chris entra em cena cortando a garganta de Marisa e dando as clássicas dezesseis facadas. Começa então uma perseguição frenética pelo parque que termina no brinquedo modificado por Lauren para ser uma máquina do tempo. Durante o confronto final, Jamie consegue impedir que Chris alcance o centro do equipamento, o único ponto seguro durante a viagem temporal. O podcaster simplesmente evapora na frente dela quando a máquina é acionada.
O efeito borboleta
De volta ao presente, a protagonista logo percebe que bagunçar a linha do tempo cobra seu preço. A versão adulta de Lauren entrega a ela um caderno detalhando todas as mudanças que ocorreram. O diretor da escola agora é Randy, o antigo jogador de futebol. Os pais dela engataram o romance quatro anos antes do previsto, o que resultou em um irmão mais velho de 34 anos chamado Jamie. Sobrou até para ela, que agora atende pelo nome de Colette, mas ao menos a relação da mãe com a avó parece ter melhorado bastante e as coisas terminaram bem.
Novos horizontes mitológicos
Enquanto os fãs se divertem com as linhas temporais dos anos 80, a Amazon Studios também foca em expandir seus mundos de fantasia épica e já começou a divulgar os nomes de peso para a adaptação de “God of War”. A mais recente adição ao elenco é Sonya Walger, bastante conhecida por seus papéis em “For All Mankind” e “Lost”. Ela dará vida a Freya, uma personagem central e importantíssima na franquia do PlayStation.
Na nova série, Freya é apresentada como uma deusa Vanir e princesa com domínio sobre magias antigas e incrivelmente poderosas. Ex-esposa de Odin e antiga Rainha das Valquírias em Asgard, ela agora carrega o peso de um casamento infeliz que terminou em exílio. Separada de sua família e de sua terra natal, Vanaheim, a deusa vive há um século escondida em um bosque em Midgard. Solitária, perspicaz e cheia de arrependimentos, ela é temida pelos humanos que a conhecem apenas como a Bruxa da Floresta.
A produção, que já tem duas temporadas garantidas pelo streaming, promete ser grandiosa. As gravações estão a todo vapor em Vancouver sob o comando do roteirista e showrunner Ronald D. Moore, que tem no currículo sucessos como “Outlander”. O foco da narrativa vai acompanhar a jornada do deus Kratos, interpretado por Ryan Hurst, e de seu filho Atreus, vivido por Callum Vinson. Juntos, eles embarcam em uma missão para espalhar as cinzas de Faye, esposa e mãe da dupla. Durante o percurso, a série vai explorar a complexa dinâmica onde Kratos tenta ensinar o filho a ser um deus, enquanto Atreus tenta mostrar ao pai como ser um pouco mais humano.
A escalação do elenco não economizou nas estrelas. Mandy Patinkin assume o papel de Odin, Ed Skrein será Baldur, e Ólafur Darri Ólafsson dará vida a Thor. A direção dos dois primeiros episódios ficará nas mãos de Frederick E.O. Toye, diretor vencedor do Emmy responsável por trabalhos marcantes em “Shōgun”, “The Boys” e “Fallout”. Sonya Walger, que também se prepara para lançar seu livro “Wifehouse” no dia 7 de abril, entra nessa superprodução desenvolvida em uma parceria gigante entre a Sony Pictures Television, Amazon MGM Studios e PlayStation Productions.