O Universo Cinematográfico Marvel (MCU) construiu sua legião de fãs de uma forma muito particular ao longo dos anos. Mais do que cenas de ação grandiosas, o público se conectou com a vulnerabilidade, a profundidade emocional e os arcos narrativos de heróis como Homem de Ferro, Capitão América e Homem-Aranha. Essa teia de histórias interligadas continua crescendo a todo vapor, trazendo tanto as consequências imediatas da atual Fase 4 quanto um vislumbre do que o estúdio já planeja para o final desta década.
A ameaça sombria no Multiverso
Faltando poucos meses para a estreia de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, que chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de maio, o site japonês da Marvel revelou a sinopse oficial da produção dirigida por Sam Raimi. Diferente da estratégia tradicional, o primeiro trailer do longa não foi lançado de forma isolada, mas sim exibido como uma cena pós-créditos em “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”. Foi uma jogada inteligente para proteger o público de eventuais spoilers, já que a nova aventura do Mago está diretamente ligada aos eventos envolvendo Peter Parker.
No filme do Teioso, Stephen Strange tenta ajudar o garoto com um feitiço que acaba saindo do controle após algumas interrupções, causando um rompimento nas barreiras do multiverso. Apesar de o personagem conseguir contornar o problema no desfecho da história, a solução esteve longe de ser perfeita, e a conta dessa manipulação da realidade finalmente chegou.
O feitiço proibido e a variante sombria
De acordo com o texto divulgado no portal japonês, que apresenta o filme como a grande abertura da Marvel Studios para 2022, a porta do multiverso se abriu, trazendo consigo loucura e mistério. O Doutor Estranho, descrito como um ex-cirurgião genial e o mago mais forte do além, utilizou um feitiço proibido extremamente perigoso para manipular o tempo e o espaço.
Com o mundo ao seu redor em constante mudança e prestes a desmoronar, Strange percebe que não consegue resolver tudo sozinho. Ele busca o auxílio de seu aliado, Wong, e da Feiticeira Escarlate, Wanda Maximoff. O material de divulgação japonês destaca que, apesar do imenso poder de Wanda, os heróis temem não ser capazes de conter o que está por vir. A humanidade e todo o universo encaram uma ameaça incontrolável, e o fato mais perturbador de todos é que o maior perigo tem exatamente o mesmo rosto de Stephen Strange.
Quem acompanhou a série animada “What If…?” no Disney+ provavelmente pegou a referência. O quarto episódio da animação explora justamente uma variante do herói que, após perder o amor de sua vida, Christine Palmer, acaba enlouquecendo e destruindo sua própria realidade através de uma sequência de escolhas desastrosas e egoístas. O elenco do novo filme trará de volta Rachel McAdams como Palmer, além de Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Benedict Wong e Chiwetel Ejiofor. A novidade fica por conta da introdução de Xochitl Gomez como America Chavez, e a aguardada aparição de Tom Hiddleston reprisando seu papel como Loki.
O horizonte além das Guerras Secretas
Enquanto os fãs especulam sobre os desastres multiversais de Doutor Estranho, os executivos do estúdio já estão com os olhos muito mais lá na frente. O MCU é uma máquina que não para, e reportagens recentes apontam que a Marvel já deu sinal verde para a Fase 7, um passo distante que só deve acontecer após a conclusão épica de “Vingadores: Guerras Secretas”.
Informações levantadas pelo site The Wrap indicam que a Marvel Studios começou a mexer silenciosamente no seu calendário de longo prazo. O estúdio tem adicionado e removido datas de lançamento para filmes que ainda são mantidos em absoluto sigilo. Uma dessas mudanças envolveu uma produção misteriosa que estava originalmente agendada para 18 de fevereiro de 2028. Essa data foi retirada da grade, enquanto um novo espaço no calendário foi reservado para o dia 28 de julho do mesmo ano. As peças do tabuleiro continuam se movendo, garantindo que o universo de super-heróis ainda tenha muito terreno para explorar nos próximos anos.