Sydney Sweeney está vivendo um momento de redenção absoluta nas bilheterias. Depois de amargar resultados mornos com projetos como o drama Eden e a cinebiografia Christy, a atriz parece ter reencontrado o caminho do sucesso com o thriller A Empregada (The Housemaid). O filme não apenas superou as expectativas, como já ultrapassou a marca dos US$ 300 milhões no mercado internacional, tornando-se a maior bilheteria da carreira do diretor Paul Feig — superando, inclusive, o polêmico reboot feminino de Caça-Fantasmas (2016), que faturou US$ 229 milhões na época.
Mas para entender como Sweeney chegou a esse patamar de “intocável” no cinema comercial, precisamos olhar para trás, especificamente para o fenômeno Todos Menos Você. No início de 2024, a comédia romântica que protagonizou ao lado de Glen Powell provou que, em Hollywood, a linha entre a ficção e a realidade é uma ferramenta de marketing poderosa, mesmo que custe caro para a vida pessoal dos envolvidos.
O “furacão” de fofocas nos bastidores
Tudo começou em meados de 2023, durante as gravações na Austrália. O que era para ser apenas o registro de uma produção de rotina se transformou em um prato cheio para as redes sociais. Fotos de Sweeney e Powell em clima de total intimidade alimentaram teorias de que o romance teria saído das telas. A situação explodiu de vez quando Glen terminou seu namoro com a modelo Gigi Paris, que prontamente deu um unfollow na dupla.
Sweeney, por outro lado, manteve seu noivado com o produtor Jonathan Davino, mas a pressão foi grande. Em entrevistas, Powell confessou que toda a especulação pública pareceu “atordoante e injusta”, enquanto Sydney admitiu que é difícil “assistir quieta e não poder se defender”. No fim das contas, a atriz acabou rindo da situação, definindo a química entre os dois como exatamente “o que as pessoas querem” em uma comédia romântica. E, pelo visto, ela estava certa: o filme ignorou as tentativas de boicote e arrecadou mais de US$ 220 milhões globalmente.
A química como segredo do sucesso
A obsessão do público por esse suposto casal revela um problema crônico do gênero: a falta de conexão real entre protagonistas em produções recentes. Enquanto títulos como Ghosted: Sem Resposta entregaram um casal sem sal com Chris Evans e Ana de Armas, a dupla Sweeney e Powell trouxe de volta aquele “tempero” que o público não via desde Podres de Ricos.
Essa estratégia de “vender o romance” funcionou tão bem que pavimentou o terreno para o passo seguinte da atriz. Sydney entendeu que o interesse do público pela sua imagem é um ativo valioso, e soube transitar da comédia leve para o suspense visceral de A Empregada.
O fenômeno de A Empregada e o futuro
Sob o comando de Paul Feig, A Empregada provou que o público feminino é uma força avassaladora nos cinemas quando recebe conteúdo de qualidade. O thriller psicológico, baseado no best-seller de Freida McFadden, conquistou a liderança das bilheterias brasileiras e já acumula mais de um milhão de espectadores no país. É uma vitória pessoal para Sweeney, que agora vê sua carreira entrar em uma fase muito mais estável e lucrativa.
A Lionsgate não perdeu tempo e já confirmou a sequência, O Segredo da Empregada, com o retorno garantido da atriz no papel de Millie e também como produtora executiva. Se em Todos Menos Você ela aprendeu a lidar com o caos das fofocas, em A Empregada ela consolidou seu status de estrela capaz de carregar uma franquia nas costas. O “Universo Cinematográfico de Freida McFadden” está apenas começando, e Sydney Sweeney é, sem dúvida, a peça central desse tabuleiro.