O mundo das séries televisivas vive um momento de reviravoltas e nostalgia, conectando produções de sucesso através de seus protagonistas e legados. Recentemente, o elenco da aclamada série “Suits” trouxe esperanças aos fãs sobre um possível retorno às telas, desta vez em formato de longa-metragem. A revelação ocorreu durante o ATX Festival, em Austin, onde atores como Patrick J. Adams, Sarah Rafferty, Dulé Hill, Amanda Schull e Abigail Spencer discutiram abertamente o projeto.
Segundo Patrick J. Adams, o criador da série, Aaron Korsh, demonstra interesse real em “reunir a banda” novamente. Embora a ideia esteja na mesa, a execução depende de uma série de fatores alinhados, algo que o ator descreveu como dependente de “um milhão de coisas”. Dulé Hill reforçou o coro, citando sua experiência positiva com os filmes derivados da série “Psych” e confirmando que, se o canal USA Network der o sinal verde, ele estaria pronto para o retorno.
O renascimento no streaming e novos derivados
O interesse renovado em “Suits”, que foi exibida originalmente entre 2011 e 2019, não é por acaso. Após o término da exibição na TV a cabo, a produção encontrou uma segunda vida avassaladora na Netflix, quebrando recordes de audiência e conquistando uma nova geração de espectadores. A trama original acompanhava a saga de Mike Ross e sua ascensão em um escritório de advocacia de elite em Nova York, gerando inclusive um spin-off focado em Jessica Pearson.
Aproveitando esse “boom” tardio, a NBCUniversal já colocou em marcha uma nova produção derivada intitulada “Suits LA”. Também desenvolvida por Aaron Korsh, a nova série focará em Ted Black, um ex-promotor federal de Nova York que se muda para Los Angeles para abrir um escritório especializado em direito criminal e do entretenimento. O protagonista é descrito como uma força da natureza carismática, alguém que prioriza suas próprias necessidades. E é justamente na escalação do ator principal de “Suits LA” que encontramos a ponte perfeita para outro universo televisivo icônico: Stephen Amell.
A conexão com o Arrowverse
Stephen Amell, agora rosto da nova advocacia de Los Angeles, é mundialmente conhecido por ter dado vida ao Arqueiro Verde em “Arrow”. Há mais de uma década, foi na série dele que Grant Gustin fez sua estreia como um investigador forense desajeitado, um encontro que culminaria no lançamento de “The Flash”. A série do velocista escarlate não apenas acompanhou o sucesso de sua predecessora, como ajudou a cimentar um dos maiores universos compartilhados da TV.
Enquanto “Arrow” serviu como a fundação, “The Flash” foi, por muito tempo, o coração desse universo, sustentado por um elenco carismático que segurou a audiência mesmo nas temporadas mais arrastadas. Com o fim da corrida de Barry Allen, muitos se perguntam por onde andam os atores que ajudaram a construir essa mitologia.
Por onde anda o elenco de The Flash
A atriz Michelle Harrison, que teve uma trajetória peculiar na série, continua bastante ativa. Inicialmente escalada para um papel menor como Nora Allen, a mãe do protagonista assassinada tragicamente, sua importância cresceu exponencialmente. Ela acabou interpretando múltiplas versões da personagem em diferentes linhas do tempo, além de viver a Dra. Joan Williams e a própria personificação da Força de Aceleração. Desde o fim da série, Harrison tem marcado presença em produções como “Allegiance”, “The Irrational” e “Family Law”, além de ser figura carimbada em convenções de fãs.
Outro nome de peso que marcou a produção foi John Wesley Shipp. Para os fãs mais antigos, sua escalação foi uma homenagem metalinguística, já que ele interpretou o Flash na série live-action dos anos 90. No show recente, ele viveu Henry Allen, pai de Barry, e posteriormente retornou como Jay Garrick, o Flash da Era de Ouro. Shipp chegou a reprisar seu papel original dos anos 90 durante o evento “Crise nas Infinitas Terras”. Atualmente, o ator tem mantido uma agenda mais tranquila em relação a novos projetos audiovisuais, dedicando-se principalmente ao circuito de convenções, onde interage com admiradores de suas múltiplas encarnações do herói.
Já Andy Mientus, que deu vida ao vilão (e eventual aliado) Flautista (Pied Piper), seguiu um caminho diversificado. Após sua participação marcante nas primeiras temporadas como o gênio ex-funcionário do STAR Labs, Mientus assumiu um dos papéis principais na série policial “Gone”, onde interpretou um hacker especialista em casos de sequestro. Com o cancelamento da série após uma temporada, ele acumulou participações em “Law & Order: SVU” e “Evil”. Além da TV, Mientus mantém uma carreira sólida no teatro, participando de produções ao redor do mundo, reafirmando a versatilidade típica dos atores que passaram pelo universo da DC na televisão.