A capital sul-coreana, Seul, alia o clássico e o contemporâneo (Sean Pavone)

O Tigre tecnológico

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Coreia do Sul é o país mais conectado em todo o mundo

O progresso tecnológico tem na Coreia do Sul um de seus terrenos de maior fertilidade. Os quase 50 milhões de sul-coreanos não abrem mão da mais ampla internet banda larga de todo o mundo, da avançada indústria automobilística e naval, dos telões de plasma presentes nas maiores metrópoles, dos consagrados vídeo-games.

Muito embora a tecnologia constitua marca importante desse Tigre Asiático, a ele não faltam também inesquecíveis maravilhas naturais, arquitetônicas e gastronômicas. Dona de povo hospitaleiro e de cultura milenar, a Coreia do Sul proporciona imersão turística diversa e exótica, um legítimo convite ao inusitado.

O belo país está situado em uma península próxima à China e ao Japão, rodeada por quase três mil ilhas, entre as quais, a vulcânica Jeju, a maior de todas elas. Na capital, Seul, tudo funciona com eficiência: o transporte público é irretocável, as ruas são extremamente limpas e chama atenção a civilidade do povo sul-coreano.

Um dos marcos urbanos mais importantes de Seul, o edifício futurista Dongdaemun Desing Plaza (DDP) esbanja formas e curvas poderosas, além de estruturas acentuadamente alongadas. Ele foi projetado pela arquiteta iraquiana-britânica Zaha Hadid, em parceria com a Samoo Architects & Engineers, multinacional do ramo da construção sediada na capital sul-coreana.

O DDP é peça central da arte e da moda na Coreia do Sul. Há grandes espaços para exibições, lojas modernas de varejo e até um parque para se caminhar no topo. A construção dele, inciada há sete anos, contribuiu para a designação de Seul como Capital Mundial do Design, em 2010.

Em termos de hospedagem, o 5 estrelas Park Hyatt Seoul garante luxo e sofisticação urbana. Para realizar reserva, basta acessar o site do hotel. As exclusivas instalações incluem estúdio fitness, piscina relaxante e spa. Além disso, o Park Hyatt facilita o acesso à parte cultural da capital sul-coreana. Ele está localizado próximo a alguns pontos importantes, incluindo o Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea.

Os resquícios da antiga civilização coreana podem ser vistos no Palácio de Changgyeonggung, construído pela Dinastia Joseon (1392-1897). O templo foi derrubado durante a ocupação japonesa, mas acabou restaurado para arrebanhar turistas e visitantes. Sua arquitetura é tesouro da Antiguidade.

De Seul a Busan, segunda maior cidade da Coreia do Sul, é preferível embarcar no KTX, um dos meios de transporte mais rápidos do mundo. O trem atinge até 350 km/h e leva a praias exuberantes, entre elas, a de Haeundae. No mar, diversas são as opções de passeio, seja de lancha ou de balsa. A volta a bordo de uma dessas embarcações expõe o contemporâneo em ambiente de litoral.

O Festival Internacional de Cinema ocorre, entre 6 e 15 de outubro, no Centro de Cinema de Busan, que foi erguido apenas para receber o evento. Isso dá a dimensão exata do quanto a Coreia do Sul consome a sétima arte. Todos os anos, longas e curta-metragens, além de documentários e animações, concorrem aos cobiçados prêmios da companhia.

CULINÁRIA EXTRAVAGANTE

Na gastronomia, os sul-coreanos chegam a ser extravagantes para o paladar brasileiro. Nada que um pouco de coragem não seja capaz de superar. Alguns pratos capricham na pimenta, outros extrapolam na seleção das carnes. Antes de mais, há de se colocar uma confirmação: na Coreia do Sul, comem-se cachorros!

A carne de cachorro, contudo, não é servida em restaurantes, apenas em refeições familiares ocasionais, com número de adeptos cada vez menos significativo. Não se fala aqui em animais de raça doméstica, é necessário ressaltar.

Extravagâncias à parte, um dos pratos mais pedidos pelos turistas é o bulgogi: uma porção de carne bovina desfiada e servida com arroz. A deliciosa iguaria existe há 100 mil anos na Coreia do Sul. No Gogung-Myeongdong, restaurante tradicional de Seul, os preços são razoáveis e o ambiente é bem agradável.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Nos últimos 30 anos, a Coreia do Sul vem experimentando progresso sem precedentes, resultado de investimento maciço em educação. O panorama está refletido no crescimento econômico alcançado pelo país, hoje na 13ª colocação entre o centros mais desenvolvidos do mundo, e na tecnologia espalhada por todos os lados.

Para se ter uma ideia, o mais importante evento de tecnologia, o ITU Plenipotentiary Conference, da ONU, ocorre na Coreia do Sul, onde 98% da população está conectada à internet e 85% mantêm computador em casa. Desde cedo, nas escolas, as crianças são incentivadas a praticar inteligência tecnológica.

O artifício de impor-se o desenvolvimento por meio do progresso da ciência, entretanto, não está refletido somente na economia. O paradoxo da vida sul-coreana é conviver com o contemporâneo e o clássico, ao mesmo tempo. É erguer prédios modernos, mas não deixar de ir a templos tradicionais. É abusar do iPhone mesmo que com as vestimentas mais tradicionais.

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