Spas relaxantes são comuns na Islândia (Arsenie Krasnevsky)

O quente e o gelado

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Paisagens islandesas moldam-se pela atividade vulcânica

Uma terra de fogo coberta por gelo. Assim é a Islândia, país insular europeu de história e paisagens fascinantes. A intensa atividade vulcânica, agente modelador dos cenários islandeses, convive em plena harmonia no território cuja superfície está 15% coberta pela neve branca.

A fusão do quente com o frio produz resultados intrigantes e instigantes. São piscinas naturais e cachoeiras d’água quente, praias com areia negra vulcânica e lava petrificada, gêiseres, vulcões e glaciares. O visual é quase sempre de tirar o fôlego.

Por outro lado, a capital da Islândia, Reykjavik, é fashion, elegante, calma e, por vezes, bucólica, embora o paradoxo tenha lhe reservado frenética vida noturna. A cidade foi estabelecida por vikings, em 874, e é a mais setentrional do planeta.

A sudeste da ilha nórdica, a colossal região de Þingvellir é lar de duas maravilhas islandesas: o parlamento mais antigo de que se tem notícia, o Alþingi (930), ainda em funcionamento; e o vulcânico e tectônico Parque Nacional de Þingvellir.

Þingvellir é a prova cabal de que as movimentações das placas tectônicas contribuíram para a composição dos continentes como é hoje. Das fraturas e falhas que atravessam o local, capta especial atenção a fenda chamada Nikulásargjá. Contam lendas islandesas que será atendido o pedido de quem atirar uma moeda às aguas cristalinas e conseguir vê-la atingir o fundo.

O panorama ao ar livre nas inóspitas paisagens do país insular recebe impulso das 170 piscinas geotérmicas, dos belos lagos, da hipnotizante Gullfoss (“cascata dourada”, em português) e dos relaxantes spas. Nascentes termais eruptivas, como Geysir e Strokkur, jorram água quente ao alto, periodicamente, em espetacular fenômeno natural.

A fúria natural da Islândia chegou a transbordar para além de suas fronteiras. As densas cinzas expelidas pelas erupções de 2010 do assombroso e improferível Eyjafjallajökull, vulcão de quase 1,7 mil metros de altura, chegou a fechar aeroportos de mais de 20 países da Europa.

REYKJAVIK

Hospedagem de luxo na chique capital islandesa segue especialidade do Kvosin Downtown Hotel. Não à toa, o 4 estrelas foi vencedor do Traveller’s Choice 2016. O destaque vai para a confortável e espaçosa Mountain Suite, que inclui acomodações para seis convidados, internet wi-fi, máquina de nespresso, smart tv e uma vista deslumbrante.

Deseja experimentar a comida islandesa? A cozinha local pode ser devidamente apreciada no Grillmarkaðurinn, sofisticado restaurante de Reykjavik. Uma boa pedida aqui é investir nos convidativos frutos do mar.

Em termos de entretenimento, a Islândia é grata surpresa na música. Berço da cantora Björk e da banda de post-rock Sigur Rós, Reykjavik serve, com frequência, de inspiração a esses artistas, seja em plena aurora boreal ou durante o sol da meia-noite.

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