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Sabor histórico

Conteudo Isobar

Um passeio por destinos que mantêm viva a cultura do chocolate.

Se viajar é bom por si só, imagine unir a esse outro prazer: o de conhecer lugares e a sua história, além dos seus segredos e suas sutilezas gastronômicas. Dentro disso, nada melhor do que conhecer roteiros que guardam os segredos e as sofisticações do chocolate, esse doce misterioso, tão rico e tão cheio de requintes e nuances quanto um bom vinho.

Por que não mergulhar no exotismo da civilização Maia, no México, berço dessa maravilhosa iguaria? Em terras  nacionais, que tal percorrer a rota do cacau nas estradas baianas? E quanto a conhecer a fundo as doces tradições belgas? Abaixo, você confere um pouco sobre essas rotas históricas, com lugares que guardam a origem do chocolate, selecionadas para os apreciadores dessa iguaria que também não perdem a oportunidade de conhecer novos horizontes.

Herança Maia

Quando o assunto é chocolate, todos lembram prontamente da Europa, mas uma coisa deve ser dita: antes de estourar no Velho Continente, ele é originário da América Central – com presença marcante no México. Acredita-se, inclusive, que o próprio nome tenha origem maia, derivado da palavra xocoatl (que, em tradução livre, significa “bebida dos deuses”) – um líquido nobre e tradicional, feita à base de cacau e especiarias.

Não é coincidência que a região de Comalcalco, em Tabasco, um dos Estados do México, abrigue várias fazendas da matéria-prima do chocolate, originárias de antigos ranchos coloniais. Esses locais vivem praticamente em função do turismo e têm por função proporcionar experiências únicas aos visitantes, que podem ver, cheirar e provar o cacau / chocolate, além de acompanhar o processo de produção do produto.

Visitar a região, portanto, é como embarcar em uma jornada às raízes do chocolate em sua mais pura concepção, em um cenário que une florestas exóticas a construções históricas no coração do México.

Tesouro nacional

A Costa do Cacau, na Bahia, não é conhecida apenas por servir de cenário para os romances de Jorge Amado em meio às estonteantes paisagens de Ilhéus.

Composta por cerca de 180 quilômetros de costa entre os municípios de Itacaré e Canavieiras, a costa é o paraíso de quem busca aventura e belezas naturais: praias intocadas, coqueirais, manguezais e, claro, rios margeados por fazendas de cacau que compõem o exuberante cenário.

Destino turístico obrigatório aos amantes de chocolate, Ilhéus reúne cinco fábricas, sete marcas do produto e pelo menos cinco fazendas de cacau abertas para visitação. Além disso, outra boa novidade vem por aí e promete alegrar os ávidos chocólatras: em breve, a região ganhará a Estrada do Chocolate. Com 40 km de extensão e um trajeto que vai de Ilhéus a Uruçuca, ela permitirá que o turista tenha mais opções de passeios, que conhecerão a fundo o processo de produção do chocolate, desde a colheita até o processamento e embalagem.

Mas, enquanto a estrada não fica pronta, é possível conhecer a chamada rota do cacau, que passa por cidades como Ilhéus, Itacaré, Uma e Canavieiras. No programa, os visitantes têm acesso ao processo de coleta e preparo do cacau, bem como degustar as delícias da terra de Jorge Amado.

Tradição em Bruxelas

Se você ama chocolate e quer experimentar o crème de la crème da delícia à base do cacau, conhecer Bruxelas é definitivamente uma obrigação. A tradição com o elemento é antiga e rendeu à cidade o apelido de Capital Mundial do Chocolate.

Anos de tradição marcam a história do produto na região, que chegou por intermédio dos espanhóis, nos séculos XVI e XVII, que trouxeram o chocolate de suas colônias americanas. Os belgas, portanto, não foram os pioneiros, mas aperfeiçoaram a produção do chocolate de tal forma que são considerados os melhores do mundo na arte.

Foi um chocolateiro de Bruxelas, Jean Neuhaus, que inventou o praliné, 100 anos atrás. Desde então, a cidade europeia cresce e inova nesse setor, multiplicando criações de diferentes sabores e estilos. E não é para menos: o belga está entre os que mais consomem chocolate no mundo, com seis quilos per capita por ano.

Por curiosidade, também é de lá o mundialmente famoso chocolate Godiva, cuja história começou em 1926, em um pequeno ateliê da família de confeiteiros Draps, em Bruxelas na Bélgica. Além disso, uma infinidade de chocolaterias e museus temáticos fazem da cidade indispensável aos turistas chocólatras.

(Legenda da foto de abertura: sequência de chocolates originários do México; alguns deles são cobertos com pó de outro) 

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