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Além do horizonte

Conteudo Isobar

Roteiros radicais, como chegar ao topo do Kilimanjaro, transformam viagens em experiências transcendentais.

Viajar é um ato interessante por si só. Afinal, envolve sair do seu local de origem e explorar o novo, o desconhecido. Ato contínuo: filmes e fotos que ficam eternizados na memória, além de aprendizados para a vida inteira.

Não é preciso ser um exímio esportista para se lançar em trekkings nas paisagens mais fascinantes e exóticas, como as montanhas da Mongólia; o Vale do Katmandu – seguindo até a base do Everest, no Nepal; ou o Kilimanjaro, ponto mais alto da África.

Tudo isso sem ter de se preocupar com a logística e a execução da viagem. Afinal, você não precisará reservar hotéis, nem preparar refeições. Guias especializados te acompanharão e farão todo o trabalho pesado. Suas maiores tarefas se resumirão em deixar as malas prontas e o corpo em dia para aguentar as longas caminhadas.

Aventura com hora marcada

Várias são as agências que oferecem viagens diferenciadas, que propõem um significado diferente para as férias. Com sede na capital paulista, a Latitudes é uma delas.

“Formatamos nossas viagens não apenas pensando no destino, mas nas experiências que podemos proporcionar às pessoas”, contou Cymbalista à Revista Estilo BB.

O empresário conta que o público-alvo da agência são pessoas com espírito aventureiro. “Não estamos falando do aficionado radical (que viaja por conta própria), mas dos interessados em destinos diferenciados. Aqueles que querem segurança e conforto, mas que ao mesmo tempo buscam a adrenalina do novo”, explica.

Expedições diferenciadas: monte Kilimanjaro

Três tipos de viagens são oferecidas pela Latitudes: Viagens de Conhecimento, de Aventura e Personalizada.

Os destinos de Aventura são voltados aos amantes da natureza. Que tal, por exemplo, um trekking rumo ao Kilimanjaro? Para alcançar o ponto mais alto da África, os visitantes percorrem, entre muitas paisagens, uma floresta tropical até a vegetação alpina do cume, a 5.895 metros de altitude.

Várias são as rotas usadas para se chegar ao topo – a utilizada na expedição é a Rongai, que tem como um dos trunfos a variedade da paisagem encontrada.

No primeiro dia da viagem – com duração de 10 dias – os turistas se hospedam no Mount Meru, um confortável hotel quatro estrelas. No dia seguinte, partem para um safári fotográfico no Arusha National Park, lugar que é habitat de zebras, girafas, hienas, búfalos e flamingos cor de rosa.

Os viajantes caminham entre cinco e seis horas por dia, sempre parando em acampamentos. O sexto dia é um dos mais importantes, pois é quando acontece a caminhada de aclimatação – para garantir que todos chegarão ao cume se sentindo bastante dispostos.

No dia seguinte, os aventureiros saem do acampamento rumo ao cume – alcançado no oitavo dia. Para chegar ao ponto mais alto da África, os viajantes experimentam uma caminhada que pode durar até 8 horas.

A trilha se torna cada vez mais íngreme; os turistas passam pelo Gilmans Point – de onde observam o nascer do sol – e seguem para o Uhuru Peak, o verdadeiro cume do Kilimanjaro. A volta é feita por outra rota.

A próxima expedição já tem data marcada, e acontece no dia 24 de dezembro de 2014.

Rumo às geleiras

Se viagens de alpinismo não lhe deixam tão entusiasmado – ou se altitudes elevadas não são lá o seu ponto forte – há alternativas de passeios.

Uma das expedições mais exclusivas está para acontecer em janeiro de 2015. Será para a Antártica, a bordo do Paratii 2 – o veleiro polar do Amyr Klink. Organizada em parceria com a equipe do velejador brasileiro, a viagem terá duração de 15 dias; 12 deles serão gastos explorando as águas antárticas.

Cymbalista conta que a experiência é destinada a exploradores mais radicais. “Diferentemente de um cruzeiro de luxo, que passa cinco dias no local e os passageiros mal saem do barco, nossa proposta é visitar colônias de focas e de pinguins, mergulhar com icebergs e promover outras vivências em terra”, detalha.

Para qualquer “mortal”

Engana-se quem pensa que embarcar nos roteiros exóticos e repletos de aventura é tarefa para superatletas. Cymbalista conta que as viagens se destinam a todos os perfis de pessoa. “As caminhadas são longas – duram entre cinco e sete horas por dia – mas cada um tem seu ritmo respeitado”, esclarece.

No entanto, para evitar qualquer complicação, um dos primeiros procedimentos realizados pela agência ao receber o cliente é pedir para o mesmo uma ficha médica. “Precisamos saber sobre o histórico da pessoa. Dessa maneira, nos informarmos para evitar qualquer problema que possa ocorrer durante a viagem”, pontua.

Viajar com adrenalina, portanto, não é um bicho de sete cabeças. Basta ter vontade de explorar o novo e estar disposto a encontrar diferentes sentidos para a tão sonhada aventura.

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