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Rainha do ar

Conteudo Isobar

Conheça a história de Amelia Earhart, a lendária piloto americana que cruzou o Atlântico

Amelia Earhart é mais do que um ícone da aviação. A rainha do ar abriu espaço para as mulheres alçarem voo em um mundo ainda dominado por homens.

Ela ficou famosa ao atravessar com sucesso o oceano Atlântico, em 1928, sendo a primeira mulher a realizar o feito, apenas um ano depois do pioneiro, Charles Lindbergh. Virou celebridade e viu seu nome incorporado a produtos que iam de bagagens a roupas femininas e esportivas. Quatro anos depois, resolveu repetir o feito, mas, dessa vez, solo.

Amelia também foi autora best-seller, publicando livros sobre suas experiências, e defensora dos direitos das mulheres. Seus feitos foram primordiais na criação da The Ninety Nines, uma organização para pilotos mulheres, que começou com apenas 117 membros e hoje conta com mais de cinco mil inscritas em 30 países.

O espírito de aventura corria nas veias das irmãs Earhart, que desde crianças gostavam de explorar a vizinhança, escalar árvores e caçar pequenos animais. As meninas tinham uma coleção de minhocas, rãs, gafanhotos e outros bichinhos de estimação pouco convencionais.

A criação de Amelia, a mais velha e líder das peripécias, e Grace não seguia os moldes tradicionais da época, pois Amy, a mãe das garotas, não acreditava na formação de “meninas boazinhas”. Por isso, as duas eram livres para seguir seus destinos e tomar suas decisões, até na forma de se vestir. Amy Earhart também impôs como condição na educação das filhas que a escola tivesse um ótimo programa de ciências.

Aos sete anos, Amelia construiu, com a ajuda de um tio, uma rampa que imitava uma montanha-russa e que descia do telhado ao chão. Mesmo terminando a experiência com o lábio sangrando e a roupa rasgada, Amelia considerava aquele seu primeiro voo documentado.

Seu amor pela aviação se intensificou aos 23 anos, quando o piloto Frank Hawks levou-a para um voo de apenas 10 minutos. Foi naquele momento, dia 28 de dezembro de 1920, que Amelia Earhart sentiu que precisava voar. Para isso, trabalhou como estenógrafa, fotógrafa e motorista de caminhão até juntar os mil dólares necessários para o curso de voo. Sua professora foi Neta Snook, uma das pioneiras da aviação.

Em seis meses, Amelia comprou seu primeiro avião, um biplano amarelo carinhosamente apelidado de Canário e, com ele, conseguiu ser a 16ª mulher a conseguir uma licença de voo da Fédération Aéronautique Internationale (FAI).

Assim como toda a sua vida, seu fim também foi permeado por aventuras. Amelia desapareceu no oceano Pacífico em 1937, ao tentar realizar um voo ao redor do planeta. Ela se foi, mas seu legado ainda inspira meninas e mulheres a perseguir seus sonhos.

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