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Navegador do céu

Conteudo Isobar

Dois museus sustentam o legado do brasileiro Santos Dumont, pioneiro da aviação e um criador nato.

Inventor, aeronauta e esportista. São essas as três definições encontradas para o brasileiro Alberto Santos Dumont. Responsável por projetar, construir e voar nos primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina, ele próprio foi mais sucinto – e consideravelmente mais poético – quando afirmou certa vez: “eu naveguei pelo ar”.

E foi isso mesmo. Nascido em Palmira, província de Minas Gerais (faleceu em 1932, no Guarujá, em São Paulo), o inventor entrou para o rol das mentes brilhantes do século XX por realizar um feito tão ou mais antigo do que o sonho de Ícaro. Além dos experimentos pioneiros com balões dirigíveis, Dumont também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor a gasolina.

Dois grandes marcos de sua carreira datam de 1906: em outubro, percorreu 60 metros (a uma altura de cerca de três metros) com o Oiseau de Proie – que, em francês, significa “ave de rapina” –, no Campo de Bagatelle, em Paris. No mês seguinte, voou por 220 metros (a seis metros do chão) com o Oiseau de Proie III.

As contribuições de Santos Dumont vão além dos aviões. Inventor por excelência, foi responsável por criar também o dirigível, o ultraleve, o relógio de pulso e o chuveiro de água quente. Décadas após sua morte, sua memória se mantém viva – e dois lugares em especial contribuem para isso.

O primeiro é o Museu Casa de Santos Dumont, localizado em Petrópolis, no Rio de Janeiro. O local, que servia como residência de verão do aviador, foi construído pelo próprio Santos Dumont. Aberto ao público para visitação, o espaço reúne rico acervo de livros e objetos do criador. Anexo à casa está o Centro Cultural 14 Bis, que exibe um curta-metragem sobre Santos Dumont.

Há também o Museu de Cabangu, situado a 16 quilômetros do centro da cidade natal de Santos Dumont, em Minas Gerais. Dedicado à memória do homem que por muitos é tido com o Pai da Aviação, o espaço foi criado em 1973 e reúne preciosidades como documentos, objetos pessoais e peças originais de alguns de seus aviões, incluindo uma réplica do 14 Bis.

Visitar os espaços é como sentir um pouco da atmosfera criativa de Santos Dumont – e prestar homenagem a um homem distinto, que há décadas inspira criações e criadores.

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