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Diminuir para conquistar

Conteudo Isobar

Montadoras apostam em turbo e motores menores sem abrir mão da potência e desempenho.

Entusiastas do ronco dos hiperesportivos podem até torcer o nariz, mas é inegável o fato de que os motores downsized turbinados estão ganhando asfalto. Menores e mais eficientes do que seus antecessores, os downsized não ficam para trás: eles conseguem entregar mais potência e menor consumo de combustível.

Tecnologias que permitem o downsizing bem sucedido já estão disponíveis pelo mundo, como a injeção direta de combustível, desativação de cilindros, turbo compressores de alta eficiência, sistema Start/Stop, comando de válvulas variável e bloco e cabeçote em alumínio, vão chegando por aqui a passos tímidos.

Por si só, sem todos os itens acima, os motores modernos são leves e têm boa dissipação de calor. Ao diminuir as cilindradas e até mesmo o número de cilindros, os downsized estão ganhando uma pimentinha extra: o turbo compressor.

Os turbinados da atual geração são melhores que qualquer aspirado – inclusive nos esportivos – porque consomem menos energia e entregam mais potência, com alto torque em baixa rotação, o que resulta em melhores retomadas e saídas de curva. Os altos preços dos combustíveis, leis que estipulam baixos padrões de emissão e uma sociedade cada vez mais preocupada com o meio-ambiente são os principais fatores que impulsionam a popularização dos downsized turbinados pelo mundo.

A Volkswagen já aposta no turbo downsized para equipar o novo UP! com motor 1.0 TSI de três cilindros, que entrega 23cv de potência a mais do que o modelo convencional e ainda consegue fazer 11,3 km/L com etanol (contra os 10,6 km/L do aspirado). É isso mesmo que você leu: menos motor, mais potência e economia. A Volks, aliás, dá a partida na popularização do downsizing no Brasil, com empresas fabricantes de compressores automotivos, como Honeywell e Borgwarner, investindo pesado na produção nacional de turbos para as grandes montadoras. Chevrolet, Citroën, Ford e Peugeot são algumas das clientes.

E não pense que só os populares serão agraciados com a tendência. BMW já vem apostando nos downsized há, pelo menos, cinco anos. A icônica M3, por exemplo, deixa de lado seu V8 de quatro litros para ostentar um seis cilindros 3.0 com biturbo, que entrega 11cv a mais e 15,3 kgfm de torque do que a geração anterior. A Audi também já anunciou que a próxima geração da perua RS4 perderá o V8 4.2 aspirado. A expectativa é que a montadora aposte em um V6 com dois turbos, assim como sua concorrente da Baviera.

Os superesportivos também ameaçam não roncar como antigamente: Porsche e Ferrari estão usando downsized biturbinados para alcançar desempenhos ainda melhores. A própria Fórmula 1 mudou suas regras para substituir os V8 2.4 aspirados, por V6 1.6 turbinados. Os puristas que querem roncos ensurdecedores podem ficar chateados, mas velocidade e performance são fundamentais.

Prepare-se: o futuro vem turbinado.

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