20140919-106

Joias da terra

Conteudo Isobar

Folhas, sementes e flores típicas do Centro-Oeste viram joias pelas mãos dos artesãos da grife Filigrana do Cerrado

Desde os tempos mais remotos, a natureza serve como musa das artes, inspirando a pintura, escultura, arquitetura e, pelas mãos de Tânia Helou, a joalheria. Há quase 16 anos, a artesã e seu marido, Edênio de Paula, estão à frente da Filigrana do Cerrado, grife especializada em joias e semijoias que unem elementos da flora desse bioma tão único da região Centro-Oeste do Brasil.

A filigrana, além de dar nome à marca, faz alusão à arte portuguesa de ourivesaria, através da qual delicados fios de ouro ou prata são entrelaçados e soldados para dar forma a joias.

O ponto de partida são plantas, flores, frutos e folhas do cerrado, que são secos e selecionados antes de passarem pela técnica. No caso, é a natureza quem faz o trabalho do entrelaçamento dos fios, percebido nas ranhuras e detalhes das matérias-primas.

Cada item chega a passar por, pelo menos, oito banhos químicos, incluindo cobre e ouro amarelo ou branco, até que ganhe brilho e preserve a fina trama do material. As peças finais são únicas em sua forma, feitas à mão, uma a uma; não há duas iguais.

Tânia e Edênio são como alquimistas, que transformam em tesouro materiais que se encontra pelo chão, como folhas de avenca, carrapicho, pétalas de hortênsia e sementes em geral. Pipoca, sabugo de milho e grãos de café também viram peças.

Além do belo trabalho, a empresa preocupa-se com a responsabilidade ambiental em todo o seu processo produtivo. A grife possui uma estrutura de tratamento de água, que retira metais pesados e produtos químicos poluentes, antes de descartá-la no sistema de esgoto. Para eles, essa etapa faz parte da consciência de que a matéria-prima é a natureza, que deve ser preservada.

A empresa produz cerca de 200 peças por mês, todas concebidas e produzidas pelas mãos do casal.

Para saber onde encontrar as joias da grife, entre no site da Filigrana do Cerrado.

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