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It's a wrap

Conteudo Isobar

Estilista celebra, em 2014, 40 anos de sua criação mais icônica.

Quando Diane Von Furstenberg criou, por acaso, o seu wrap dress, em 1974 e aos 26 anos, não imaginava o sucesso que o vestido faria. “Eu tive uma relação muito interessante com o vestido, porque ele aconteceu por acidente. Primeiro, era um top envelope, inspirado no que as bailarinas vestem e combinado com uma saia. Depois, transformei o conjunto em um vestido”, explica a estilista ao site WWD.

Por sua versatilidade de uso – que vai de festas de gala a reuniões de trabalho – o vestido alcançou fama rapidamente e fez com que Diane vivesse o “sonho americano”. Tal sucesso fez com que a peça caísse nas graças das poderosas editoras de moda, como a lendária editora da Vogue norte-americana, Diana Vreeland, que classificou a peça como “sensacional” e “genial”. E foi exatamente depois desse “golpe de sorte” do destino que a estilista ingressou no line-up da semana de moda de Nova York.

Agora, 40 anos após sua criação e celebrando a fama que o wrap dress alcançou ao longo desses anos, Diane von Furstenberg inaugurou a exposição Journey of a Dress, em Los Angeles, no começo do ano – uma elegia à história desse ícone fashion que consagrou sua carreira. A mostra, que já havia passado em menores proporções pelo Brasil em 2013, reúne, além de modelos diferentes, uma série de momentos importantes, como a capa da revista “Newsweek” de 1976. Estrelada por Diane vestindo sua própria criação, a reportagem trazia a chamada: “A mulher mais vendável depois de Coco Chanel”.

Mas a exposição não engloba somente trabalho: ela também contempla a relação de Diane com o mundo das artes. Graças a amizades intensas com importantes artistas, retratos da estilista feitos por Helmut Newton, Andy Warhol e Annie Leibovitz, por exemplo, estão em exibição.

Caminhando pela linha do tempo que guia a exposição, modelos usados no cinema usados por Cybill Shepherd em “Taxi Driver” e Amy Adams em “Trapaça” dão dimensão à importância do vestido não só no universo da moda. Saindo um pouco do mundo das artes, o lendário vestido foi adotado por figuras importantes em ocasiões políticas e diplomáticas. Madonna usou um wrap dress em uma coletiva de imprensa em Israel, e Ingrid Betancourt comprou um modelo logo após sair do cativeiro em que viveu durante 7 anos na Colômbia. Em 2009, Michelle Obama usou um vestido envelope para a foto do tradicional cartão de Natal da Casa Branca. Questão de respeitabilidade.

Seguindo com as comemorações, durante a edição SS14 (primavera/verão no hemisfério norte), em fevereiro deste ano, o desfile da DVF foi todo em torno do vestido, com releituras atuais para o clássico. Se alguém dúvida do poder da mulher que, aos 50 anos, relançou uma coleção completamente renovada, tornando-a uma das marcas-símbolo do estilo de vida de luxo, o todo-poderoso Google não duvidou. Em 2013, a empresa escolheu o desfile de DVF para lançar seu tão esperado Google Glass.

O clássico sempre será um clássico. E é por isso que ele tem influência na formação das novas gerações – e tecnologias, por que não? É Diane mostrando ao mundo que é possível sobreviver à nova era sem perder as suas origens.

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