CAPA

Figurino essencial

Conteudo Isobar

Museu britânico, ao criar exposição sobre figurino hollywoodiano, trouxe à tona a importância das roupas como fator cultural.

Filmes são sobre pessoas. E, para encantar o público, é necessário mais do que um bom roteiro. É preciso que o personagem convença as pessoas, seja por meio de seu caráter e personalidade, seja representando a época sobre a qual a história está sendo contada.

Nesse contexto, o figurino aparece como um dos itens essenciais para a compor as personagens. Roupas não são apenas estandartes, elas devem contextualizar e representar traços psicológicos, períodos sociais e históricos.

No início de 2013, o Victoria & Albert Museum, de Londres, realizou uma grande exposição que contava a história do cinema por meio de seus mais emblemáticos figurinos.  Mudou-se, no final do ano, para o Virginia Museum of Fine Arts.

Mas ali, a proposta não era apenas exibir roupagens. Além das peças, a mostra englobou o processo criativo por trás de cada figurino, incluindo as mudanças tecnológicas e sociais que cada um proporcionou ao longo do século 20.

Englobando o período de 1912 a 2012, personagens de Charlie Chaplin à Jack Sparrow foram apresentados em três atos. “Desconstrução” apresentava o processo de criação das personagens, do script às telas. Em “Diálogos”, os curadores examinavam o processo colaborativo entre os figurinistas e o time de criativos de cada produção. Para o grand finale, a celebração dos mais icônicos personagens da história do cinema.

Revivendo dos clássicos aos contemporâneos filmes de ação e super-heróis, as exposições colocaram o público de frente a seu imaginário. Quantas mulheres não desejaram ser Holly Golightly (Audrey Hepburn) em Bonequinha de Luxo? Ou mesmo, que homem não desejou sentir o poder que o uso de uma capa de super-herói pode transmitir?

Eis a influência que um figurino pode gerar na cultura. E os museus – e mercados – sabem disso. O que parece ser apenas uma “simples roupa”, tem a capacidade de influenciar pessoas e criar desejos. Afinal de contas, o vestido tubinho preto é, ou não é item essencial no closet de qualquer mulher? Holly Golightly nos ensinou, lá em 1961, sobre isso.

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