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Um dos doces mais típicos do Brasil, o brigadeiro ganha o mundo e conquista o solo – e paladar – norte-americano.

Pouco se sabe sobre a verdadeira origem do doce, mas todas as histórias levam ao nome do Brigadeiro Eduardo Gomes. O ano era 1945 e Gomes disputava as eleições presidenciais e, embora não tenha ganhado a disputa, conseguiu um feito histórico: batizou com sua patente o doce mais popular do país.

A simplicidade com a qual o doce era preparado foi o feito para ajudar a popularizá-lo. Do sucesso nas festas infantis, ou desculpa para quem queria comer apenas um doce, no final dos anos 2000, o brigadeiro foi alçado a um novo “status social”, quando a empresária Juliana Motter deu o pontapé inicial deste novo negócio e, em 2007, decidiu dividir com parentes e amigos suas novas receitas envolvendo o doce. Nascia ai o brigadeiro gourmet. Depois da criação da loja física da Maria Brigadeiro, em 2009, uma proliferação de ateliers dos docinhos tomou conta do Brasil.

E o eco desse mercado aquecido reverberou em Nova York. Em 2010, Paula Barbosa largou seu cargo de marketing na Osklen e se mudou para a cidade norte-americana para estudar fashion business. Em busca de um novo desafio profissional na Big Apple, durante uma apresentação no curso, ela mostrou a ideia de empreender nos docinhos. Da aula, ela já saiu com encomendas.

Nesse meio tempo, a estudante conheceu sua futura sócia, Christina Bhan e, em fevereiro de 2011 nascia a My Sweet Brigadeiro. A simpática loja, localizada em Tribeca, logo conquistou público cativo. Mas foi depois de uma matéria veiculada pelo diário “The New York Times” que Paula e Christina viram seu negócio decolar e os pedidos triplicarem. “Os americanos, principalmente os moradores de NY, adoram experimentar coisas novas e desconhecidas para eles. São curiosos e estão acostumados a estarem no meio de muitas culturas diferentes”, explica Paula.

Parte do sucesso se deve, sim, às sócias serem brasileiras, o que passa credibilidade no negócio: afinal, o doce é originário e genuíno do Brasil. Apesar da receita simples, não é qualquer pessoa que consegue dominar a arte de preparar um bom brigadeiro, mantendo a textura e consistência perfeitas.

Hoje, as sócias possuem 24 sabores disponíveis na loja física e para compra online. Feitos com produtos orgânicos e naturais, além do tradicional – o best seller da loja, a My Sweet Brigadeiro possui sabores como pistache e amêndoa, que se misturam a opções não tão comuns como gengibre, chilli, lavanda e sal marinho – que também podem ser encontrados em um dos maiores markets americanos, a rede Whole Food, nas unidades de Tribeca e Colombus Circus.

Para a páscoa, a loja oferece um gift box com oito unidades. E quando questionada se há planos de expansão para a My Sweet, Paula diz que sim, mas não entrega as novidades, só deixa uma pista “Temos um projeto bem bacana que será concluído no segundo semestre desse ano”. Só nos resta aguardar.

Em terra onde turista faz fila para provar um cupcake, ver um empreendimento de uma iguaria típica brasileira fazer sucesso é motivo de orgulho. Quem estiver com viagem marcada para Nova York, coloque a brigaderia no roteiro. Viajando dentro do Brasil, vale optar por outras grifes gourmets do doce: a Mesclato Brigadeiro Gourmet, de Blumenau, a Fabiana D’Angelo (Rio de Janeiro) e a renomada Senhor Brigadeiro, em Campinas. Afinal, quem não gosta de se sentir em casa quando está viajando?

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