Bamberg Sepultura Weizen, em comemoração aos 25 anos de carreira da banda. | Crédito: Divulgação

Rock ‘n’ beer

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De AC/DC a Paralamas do Sucesso, bandas famosas emprestam seus nomes a cervejas artesanais e gourmet.

Rock com cerveja é daquelas combinações que sempre deram certo e nunca sairão de moda, como cheeseburger e batata frita ou jeans e camiseta. O espírito rebelde roqueiro harmoniza maravilhosamente bem com a alma democrática da loura gelada.

E já que o mercado musical não é um nicho muito estável, as bandas encontram formas alternativas de continuar em alta além das turnês e entre o lançamento de um álbum e outro. Entre os itens de merchandising à venda, muitas estão aproveitando a alçada da cerveja a superstar gourmet para lançar seus próprios rótulos.

Duas cervejarias brasileiras artesanais são particularmente boas em traduzir as personalidades de bandas e músicas em malte e lúpulo. Uma delas é a Bamberg, de Votorantim, a outra é a Dortmund, sediada em Serra Negra.

Rock e cevada

A Bamberg possui quatro rótulos inspirados no rock nacional: “Camila, Camila”, “O Calibre”, “Raimundos” e “Sepultura”. A “Camila, Camila” é uma Bohemian Pilsen leve e clara em homenagem à famosa música da banda Nenhum de Nós. A faixa é inspirada em uma amiga dos integrantes, que sofria agressões do namorado. A receita é ao mesmo tempo delicada e forte, com personalidade marcante.

Os Paralamas do Sucesso foram representados pela German Pilsen “O Calibre”, que tem presença marcante do lúpulo e sabores floral, herbal e cítrico, com leve aroma de malte. Foi desenvolvida em parceria com o trio para comemorar os 30 anos da banda.

A irreverência dos Raimundos está presente na bebida inspirada na banda, com estilo Helles, tradicional da Baviera. É uma cerveja clara, leve, mas com grande personalidade, final seco e aroma floral.

Um dos maiores representantes do metal brasileiro, o Sepultura, resolveu comemorar seus 25 anos de estrada com a receita Weizen da Bamberg, uma cerveja de trigo idealizada pela Bushido Brazil. A bebida possui aroma e sabores de banana e cravo, é refrescante e harmoniza com frutos do mar e queijos pouco maturados, perfeita para o verão brasileiro.

Do punk ao metal

A Dortmund foi buscar inspiração em bandas de rock pesado, entre elas o Ratos de Porão e seu vocalista, João Gordo. Para a banda ícone do punk brasileiro, a cervejaria escolheu o estilo Bohemian Pilsener, leve, de baixa fermentação, que vai bem com petiscos, tais como amendoim, castanhas, batata frita e queijos leves. Para o líder da banda, uma Hefeweizen com aromas de banana e cravo, para combinar com queijos mais adocicados e frutos do mar.

O rótulo do Claustrofobia, expoente do heavy metal nacional nos anos 1990, é uma Witbier que comemora os 20 anos da banda. É uma cerveja refrescante, com notas doces e picantes, mas muito fácil de beber. E, por ser de baixa graduação alcoólica, é indicada para climas quentes e pratos leves.

Já a cerveja inspirada na banda Matanza é, como a própria Dortmund diz, “para poucos, pé na porta e soco na cara”. Cheia de presença, essa IPA (Indian Pale Ale) tem forte amargor, toques cítricos dos lúpulos americanos e teor alcoólico considerável: 6,5%. Harmoniza perfeitamente com pratos bem condimentados e carnes de caça.

Fora do Brasil, bandas que fizeram parte da história dos adolescentes dos anos 1980 e 1990 também investem em cervejas artesanais. Entre elas, Motörhead, Iron Maiden e AC/DC. Essa última, uma German Pilsener produzida pela Karlsberg, disponível em latas de 569ml e barris de 5l.

Todos os rótulos estão disponíveis nas lojas especializadas em cervejas gourmet. Escolha a sua, aumente o som e saúde!

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