Cervejas artesanais variadas

Paixão artesanal

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Diversidade de sabores é trunfo das cervejas especiais

A produção artesanal de cerveja sempre registrou um ou outro feito no país. Nada que interrompesse o cotidiano do Brasil Colônia, quando se realizaram as primeiras experiências. O que já foi, contudo, atividade meramente domiciliar, sem lá tanto valor, exibe hoje padrões de qualidade e de relevância avaliados pelos mais exigentes e rebuscados paladares.

A bem da verdade é que o Brasil tornou-se um dos maiores consumidores de cerveja do mundo. Pesquisa Ibope recente revelou que a bebida desperta a preferência de dois em cada três brasileiros. E as estatísticas comprovam que a sede nacional não para de crescer, constatação feita com base no aumento da quantidade de litros ingerida a cada ano.

A confecção artesanal, particularmente, parece haver-se consolidado, nos últimos anos, como sinônimo de bom gosto e diversificação. Mas o tremendo sucesso do mercado das classificadas cervejas especiais não gera espanto, considerado o já pré-disposto e apaixonado consumidor brasileiro, ávido mesmo por novos ingredientes e novos aromas.

No país, microcervejarias e importadoras abocanharam importante fatia do ramo cervejeiro. Os números da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) são animadores. As artesanais, importadoras e industriais premium abastecem 5% dos bebedores brasileiros de cerveja.

MICROCERVEJARIAS

O gaúcho André Vásquez teve o primeiro contato com as cervejas artesanais em 1998, quando morou em Nashville, nos Estados Unidos. “Desde então, sempre procurei experimentar. Com o passar do tempo, mais importadas foram chegando (no Brasil), até que a coisa explodiu, por volta de 2010”, contou à revista Estilo BB.

Em 2012, André fez a primeira cerveja, graças a um curso concedido por Felipe Viegas, da cervejaria mineira Taberna do Vale. Não demorou muito para que ele começasse a produzir em casa, até lançar a própria marca: a OhMyBeer. “As cervejarias brasileiras estão evoluindo em uma velocidade impressionante”, acrescentou o beer sommelier. 

A OhMyBeer reúne rótulos brasileiros e importados em packs. São sabores e aromas diversos para que o apreciador possa se dar conta do que exatamente lhe agrada mais. As seleções contêm as melhores marcas existentes e procuram contemplar diferentes países.

A cada mês, a OhMyBeer varia sua lista. Atualmente, no site da cervejaria, os packs 1, 2 e 3 (com quatro, cinco e seis garrafas, respectivamente) incluem as marcas Shipyard Prelude (EUA), Solerum Penélope (Brasil), Solerun Helles (Brasil), Smashbomb Atomic IPA (Canadá), Freudian Slip (EUA) e Femme Fatale Sudachi (EUA).

“Não deixe de experimentar cervejas amargas, azedas, muito alcoólicas, com adição de frutas, castanhas, chocolate. Você nunca sabe quando vai encontrar uma nova paixão”, concluiu André.

VARIEDADE DE AROMAS E SABORES

O mercado ascendente das cervejas artesanais tem como trunfo a variedade de ingredientes que compõem cada rótulo. O leque de opções é o que estimula a procura por parte dos apreciadores. O Empório da Cerveja elenca os produtos pelo sabor: adocicados, amargos, fortes, frutados e suaves.

São marcas conhecidas da cervejaria as nacionais Serramalte e Wäls, além das internacionais Franziskaner, Hoegaarden, Hertog Jan e Goose Island. Entre os estilos mais apreciados: Stouts, Porters, Pale Ales, Strong Ales, cervejas de trigo, Pilsners e Lagers.

CULTURA CERVEJEIRA

A cervejaria Mestre-Cervejeiro mantém 60 lojas em todo o Brasil. São mais de 1 mil rótulos diferentes à disposição. A promoção da cultura cevejeira tem sido, há 12 anos, a missão dela. Não bastasse o cardápio extenso, a Mestre-Cervejeiro tem o próprio curso de formação de sommeliers.

Em 2012, a cervejaria tornou-se franquia, no intuito de manter o padrão de atendimento e de especialização dos pontos de venda. Na página da Mestre-Cervejeiro, é possível descobrir qual o estabelecimento mais acessível ao consumidor. As lojas estão em todas as regiões brasileiras.

À cultura cervejeira, a marca também dedica artigos. Eles tratam de harmonizações com pratos típicos, de preparações para festas tradicionais com cerveja, da associação da bebida à música, dos estilos Trapistas e de rótulos para se tomar durante as quatro estações do ano.

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