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Ode aos sentidos

Conteudo Isobar

A experiência única e sofisticada de harmonizar vinhos e chocolates no inverno.

O vinho é a bebida mais antiga da humanidade. Textos literários datados do século 18 antes de Cristo já tinham escritos sobre o líquido originado da fermentação da uva. Na Grécia, o elemento regava festas, rituais e outras comemorações. O mesmo acontecia em Roma e no Egito.

A bebida nunca era consumida sozinha, mas acompanhava verdadeiros banquetes: carnes, massas, pães e outros alimentos. Tudo isso muito antes da modernidade – e de termos como enogastronomia (a arte de combinar vinho e comida) virem à tona.

São vários os especialistas que não hesitam em apontar quais os vinhos ideais para compor uma refeição com peixes, massas, carnes vermelhas, infinitas opções de molhos, entre outros pratos. Mas uma questão permanece polêmica: pode o vinho harmonizar com chocolate?

Muitos afirmarão que a combinação é absolutamente mirabolante. Certamente esses mesmos se espantarão em saber que é perfeitamente possível harmonizar ambos os elementos – o resultado surpreende os sentidos e é ótima alternativa para aquecer o corpo nos dias frios.

Inaugurada recentemente em São Paulo, a Chianti Chommelier faz justamente isso: une os dois elementos em diferentes harmonizações. Na cartela de vinhos, Malbec, Moscatel, Vinho do Porto e Primitivo. Entre os chocolates, bombons de vários sabores – e uma única base, o chocolate belga Barry Callebaut.

Mariana Triveloni, idealizadora e uma das sócias da empresa, considera a união do vinho e do chocolate uma experiência única. Segundo ela, a harmonização perfeita provoca uma verdadeira explosão de sabores na boca – na qual nenhum sabor se sobressai sobre o outro, mas também não é negligenciado.

Porém, não pense que basta sair combinando qualquer vinho a chocolates sortidos. A harmonização é praticamente uma ciência e segue alguns preceitos, como componente, textura, aroma e peso dos elementos.

A dica principal é encontrar um chocolate de corpo e sabor similares ao do vinho. De maneira muito resumida, vinhos mais adocicados pedem chocolates mais suaves, com base ao leite.

Um exemplo de harmonização bem-sucedida – oferecida pela casa – é a do Moscatel Terranova Doce com o bombom de laranja com mel: frutado e refrescante. Já um malbec, vinho tinto encorpado, de taninos macios e leve toque doce, vai bem com chocolate amargo.

A empreendedora enfatiza que, mesmo seguindo conceitos preestabelecidos, o que realmente importa no final das contas é a experiência do indivíduo – o gosto pessoal também conta muito.

“De nada adianta servir um Moscatel com bombom de laranja se o cliente não gosta de nenhum alimento com a fruta”, pontua. Mariana reforça que não se deve seguir a teoria cegamente.

Portanto, o que vale é experimentar. Unir o vinho ao chocolate pode se revelar – mesmo aos mais descrentes – uma experiência única aos sentidos, que teoria alguma conseguirá colocar em palavras.

Legenda da foto de abertura: bombom de morango e pimenta, servido com o Moscatel. Crédito: Divulgação

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