"Gelato" de Roma (Gianluca Figliola Fantini)

Gelados e deliciosos

Conteudo Isobar

Sorvetes italianos e franceses estão entre os mais adorados

Em tempos antigos, a perspicácia dos chineses os levou a misturar neve e frutas, técnica transmitida aos árabes, que rapidamente passaram a confeccionar caldas geladas – o chamado sharbet. Nas ruas da França de hoje, a evolução dessa iniciativa gastronômica é vista em vitrines sob o nome sorbet, o famoso sorvete francês. O segredo trazido do Oriente por Marco Polo, em 1292, disseminou-se por toda a Europa e popularizou-se no Ocidente.

Os sorbets se firmaram entre as maiores delícias da gastronomia moderna. Sem leite, a receita é repleta de sabor e mais leve em calorias. Antes de chegar à França, entretanto, os primeiros conhecimentos de fabricação haviam aparecido na Itália, onde o sorvete se formalizou gelato. Trata-se de outra iguaria gastronômica de repercussão internacional. Se já é tarefa árdua decidir sobre qual sabor degustar, escolher entre o sorbet e o gelato é um convite ao tiro no escuro.

A Berthillon é talvez a mais conhecida soveteria de Paris. Fundada em 1961 por Raymond Berthillon, a maison glacier mantém-se estabelecimento familiar, na Rua de Saint-Louis en I’Île. São quase 30 sabores de sorbets e crèmes glacées no cardápio: caramelo, pistache, baunilha, chocolate escuro, chocolate branco, cassis, morango, framboesa, manga, pera, damasco, maracujá, coco, marron glacé, nougat com mel, cacau, café moka…

Em Paris, os sorvetes italianos também obtiveram espaço. Na Rua de Buci, a sorveteria Amorino vende o cremoso gelato com sucesso. A marca foi criada por dois amigos de infância, Cristiano Sereni e Paolo Benassi, e ganhou o mundo. Atualmente, a franquia, presente em três continentes, é também doceria, cafeteria e chocolateria. Alguns dos sabores dos gelati Amorino são Banana do Brasil, Doce de Leite, Limão com Manjericão e Amarena.

A Itália, tal qual a França, é pródiga na fabricação de sorvetes. São inúmeros os estabelecimentos especializados no tradicional gelato em diferentes cidades. Na clássica Florença, a sorveteria Vivoli Il Gelato encanta os gulosos nas cercanias da Piazza Santa Croce. A textura cremosa concede a sabores comuns o diferencial do genuíno gelato italiano.

SORVETE NAS AMÉRICAS

O calor dos trópicos também contribuiu para a popularização do sorvete no Ocidente. Ele passou a ser conhecido dos brasileiros durante o século 19. Nos tempos de hoje, a técnica trazida da Itália maneja com perícia frutas típicas brasileiras. A sorveteria Saborella utiliza itens da região Norte – como açaí, cupuaçu e bacurí – para fazer o melhor do creme italiano.

Ao longo das décadas, os Estados Unidos acabaram por se tornar os maiores produtores de sorvete do mundo. Segundo a Associação das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis), os norte-americanos detêm o primeiro registro de fabricação em escala industrial, há cerca de 40 anos. Na maior economia de todas, franquias Amorino, dos amigos de infância Sereni e Benassi, estão presentes em Boston, Nova York, Kalamazoo e Chicago.

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