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Floresta Negra

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Bolo inspirado em floresta na Alemanha completa cem anos fazendo sucesso no Brasil e no mundo.

A Floresta Negra (em alemão, der Schwarzwald) está localizada no estado de Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha. Com vegetação de tons escuros que cobre a área com cerca de 200km de extensão, o lugar é hoje considerado o maior parque natural do país e também foi cenário de contos famosos dos irmãos Grimm, tais como Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho.

Foi esse cenário que inspirou a criação do bolo de mesmo nome, com massa de chocolate e recheio de creme chantili, cerejas frescas (originalmente eram usadas ginjas – frutinhas menores e mais ácidas do que a cereja, muito encontradas na região) e raspas de chocolate.

Diz a lenda que o primeiro bolo floresta negra foi feito pelo confeiteiro alemão Josef Keller, em 1915, inspirado pelos trajes femininos usados à época: vestidos negros, blusas brancas e chapéus vermelhos arredondados, representados por chocolate, creme e cerejas.

Desde então, a sobremesa pode ser encontrada em diversas confeitarias da região e do mundo, inclusive no Traube Tonbach, hotel tradicional que mantém um café de madeira no alto de uma colina da própria Floresta Negra.

Segundo o chef confeiteiro Lucas Corazza, existem combinações na confeitaria que são chamadas de “harmonizações perfeitas”. “É o caso do floresta negra: a massa amarga de cacau, o creme leve e adocicado de baunilha e chantili e a acidez das cerejas se complementam em perfeita harmonia”.

“O bolo original tem uma aparência rústica, porém delicada, com raspas de chocolate por cima e ganache cobrindo o bolo. No entanto, ele é bem acabado e normalmente também decorado com chantili e cerejas”, observa o chef.

Elas, aliás, podem ser usadas frescas ou em calda, pois “parte importante do gosto do bolo é a calda de marrasquino para umedecer o bolo e complementar o sabor. Além disso, corre um risco menor de azedar o creme, como acontece com a fruta fresca”, afirma Lucas.

“O segredo para um bom bolo é ater-se às tradições e lembrar-se dos sabores importantes para a receita”, conta. O confeiteiro sugere o uso do cacau em pó, para uma massa com gosto mais profundo, e cerejas de boa qualidade, que conferem acidez e leveza à preparação.

“Além disso, em vez de chantilly vegetal, é melhor que seja utilizado o de creme de leite fresco enriquecido com um pouco de chocolate branco, para dar uma textura melhor”, recomenda.

Lucas discorda de que o bolo tenha se tornado antigo: “é um doce atemporal e capaz de agradar os mais difíceis paladares, pois possui tudo de que um prato perfeito precisa: amargor, doçura, acidez”, finaliza.

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