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Doce dos deuses

Conteudo Isobar

Kaebisch Chocolate traz linhas finas e exclusivas do doce, como trufas que ganham versões inéditas.

Engana-se quem costuma pensar que Brasília é um polo atrativo apenas para a esfera política, para os fãs de arquitetura e para os amantes de história. Faz algum tempo que a gastronomia vem florescendo e se sofisticando na cidade. Também há poucos anos, uma vertente específica dela tomou a dianteira na cidade: o chocolate.

O surgimento da Kaebisch Schokoladen colocou não apenas a capital federal, mas o Brasil todo no eixo global dos connoisseurs da iguaria, também classificada como alimento dos deuses pela civilização asteca. Isso porque essa chocolateria usa apenas os produtos da centenária fabricante belga Callebaut, tida como uma das melhores do mundo nesse segmento.

Fundada pela chef chocolatiér Anna Kaebisch, a grife se inspira no tradicionalismo europeu – o contraste chiaroscuro entre mobiliário de tons densos e vitrines translúcidas.

A delicatessen já conta com cinco lojas – três em Brasília, uma no Rio de Janeiro e uma em Florianópolis – e tem planos para expansão neste ano.

A Revista Estilo BB conversou com a chef, que conta um pouco sobre como desbravou esse universo para se tornar uma das principais profissionais dos chocolates no Brasil.

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Revista Estilo BB – Como surgiu a sua paixão por chocolates?

Anna Kaebisch – Minha paixão por chocolate vem desde que me entendo por gente, nasceu comigo. Desde pequena sou louca por chocolate. Não passo um dia sem!

De que maneira o chocolate se tornou um negócio para você?

O chocolate era algo indispensável na minha vida. A ponto de aprender muito cedo, aos seis anos, a fazer meu próprio brigadeiro. Depois, fui aprendendo outros doces e me aventurava a fazer bombons e ovos de Páscoa para família e amigos… De forma bem amadora na época, claro!

Depois comecei a trabalhar na área financeira de uma empresa familiar e, após alguns anos, resolvi estudar mais sobre o chocolate e abrir a minha própria loja.

Fale um pouco sobre os diferenciais gourmet e exclusivo da Kaebisch em relação às outras marcas.

O diferencial na Kaebisch começa no chocolate que trabalhamos (100% belga) e nas demais matérias-primas. Eu procuro fazer combinações que surpreendam as pessoas. Entre essas criações, posso falar da trufa de chocolate amargo com cebola caramelada, do bombom de abacaxi com cachaça, do bombom de curry com coco. Mas há muitos outros.

Na sua visão, qual o ponto forte do conceito da Kaebisch Chocolate no mercado?

A qualidade!  Mantemos o padrão de nossos produtos. Também oferecemos um ambiente aconchegante nas nossas lojas, além de um atendimento diferenciado.

Alguns elementos tradicionais do Brasil foram incorporados aos seus chocolates. O sabor brasileiro influencia no paladar das suas criações?

Sim! O Brasil é muito rico em sabores… As castanhas, frutas, licores, tudo bem combinado, pode “dar samba”. O brasileiro também é muito curioso, gosta de novidades, de explorar todos esses sabores.

Você pode nos contar um pouco sobre como é o processo de produção do seu chocolate?

Para nós, o quanto mais fresco o produto, melhor. Por isso, procuramos fazer uma produção semanal para abastecer as lojas. A partir do chocolate, fazemos barras, adicionamos ingredientes para criar os bombons e outros. Trabalhamos o chocolate como se fosse uma joia, mesmo!

Para falar sobre o chocolate no geral, a gente de algum tempo e muitas linhas, pois a história do chocolate é muito rica. De forma bem resumida, o chocolate vem da semente do cacau e, após passar pelo processo de secagem e fermentação, ele é prensado e é separado a parte seca (o pó de cacau) da manteiga de cacau.

Depois disso, começa a nascer a variação dos tipos. O chocolate branco é feito apenas da manteiga de cacau, açúcar e leite. O chocolate ao leite tem a manteiga de cacau, cacau, leite e açúcar.

O chocolate amargo já não tem o leite e, daí pra frente, a graduação do cacau pode ir aumentando, o que proporcionalmente diminui o açúcar… Daí surgem os chocolates de 70%, 80%, tão procurados hoje em dia.

O cacau vem de diferentes partes do mundo, principalmente da região equatorial, que oferece melhores condições climáticas. Assim como o café e a uva, dependendo de onde ele foi cultivado, ou seja, dependendo do solo, o cacau apresenta características diferentes quanto ao terroir.

Se puder, deixe alguma receita especial – com o seu chocolate, é claro – para que os nossos leitores façam em casa!

Claro! Pensei em uma receita mais fácil e útil para que as pessoas façam em casa… Minha mãe adora e espero que vocês também.

 

CUPCAKE DE CHOCOLATE COM BANANA

 Para a massa

130g de açúcar impalpável
130g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
150g de ovos
130g de farinha de trigo
25g de cacau em pó
3g de fermento em pó
3 bananas nanicas maduras e amassadas

Bata a manteiga na batedeira até ficar cremosa e branquear.
Adicione o açúcar.
Adicione os ovos.
Adicione a farinha, o cacau e o fermento em pó.
Adicione a banana (bater de leve só para misturar).
Coloque em formas de cupcake e asse em forno pré aquecido 180?C por 20 a 25 minutos.
Esfrie em cima de uma grade.

Dicas preciosas

1. Para saber se já está assado, apertar de leve com o dedo a superfície. Se voltar, é porque está bom; se afundar e não voltar, ainda não está bom!

2. Não encha a forminha até em cima; duas colheres de massa para cada forminha são suficientes.
Para o topping (ganache)

200g de creme de leite fresco
240g de chocolate amargo

Ferva o creme de leite e derrame sobre o chocolate picado, misture bem e deixe esfriar fora da geladeira até obter ponto de colocar na manga. Escolha um bico com desenho de sua preferência, ou, se quiser, use uma espátula e/ou a parte de trás de uma colher para colocar a cobertura.
Validade 3 dias
Rende 12 unidades

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