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Cozinha de Helena

Conteudo Isobar

A premiada chef Helena Rizzo celebra 10 anos de seu restaurante, Maní, com um livro e jantares temáticos

A gaúcha de Porto Alegre, filha de mãe artista e pai engenheiro, decidiu viver longe da casa dos pais aos 18 anos e mudou-se para São Paulo depois de uma breve passagem pela faculdade de arquitetura. Lá, enquanto fazia trabalhos como modelo, trabalhava como garçonete e logo começou a estagiar na cozinha de importantes restaurantes, como Roanne e Gero, e foi convidada para ser chef do Na Mata Café.

Aos 21 anos, embarcou para a Europa e estagiou em restaurantes italianos até chegar no El Celler de Can Roca, na Espanha. Sua carreira e sua vida mudariam para sempre. Lá, além de passar a interpretar a comida como uma expressão artística, conheceu o chef catalão Daniel Redondo. De volta a São Paulo, Helena recebeu proposta de abrir um restaurante e convidou Daniel para dividirem a cozinha. Assim nascia o Maní, em 2006.

O nome surgiu a partir de uma lenda indígena, que conta a história de um bebê prodígio capaz de andar e falar já no nascimento. A pequena Maní teve uma passagem breve pela terra e, em seu túmulo nasceu uma planta desconhecida. A manioca (casa de Maní, em tupi-guarani) foi recebida pela tribo com um presente do deus Tupã e hoje é um dos alimentos mais consumidos no mundo.

A dupla de cozinheiros tem como marca registrada a criação de pratos ora elaborados, ora simplíssimos. Em comum, o uso de ingredientes os mais frescos possíveis, sazonais, que refletem no prato as memórias e o amor pela comida.

Toda essa dedicação foi reconhecida. Em 2013, após vários prêmios nacionais e internacionais, o Maní passou a integrar o ranking anual The World’s 50 Best Restaurants e hoje ocupa a 41ª posição. Helena Rizzo recebeu o prêmio Veuve Clicquot de melhor chef mulher das Américas e, em abril de 2014, o de melhor chef mulher do mundo. Em 2015, o restaurante conquistou uma estrela no primeiro guia Michelin dedicado ao Brasil.

No final do ano passado, foi lançado o livro do Maní, que deu início às comemorações dos 10 anos do restaurante, celebrados no último dia 3 de março. Além de histórias da vida e da infância de Helena e Daniel, há textos e receitas que colocam o leitor dentro da famosa cozinha e fotos de fazer salivar.

A dupla resolveu continuar os festejos relembrando pratos icônicos do cardápio do Maní. No total, serão três jantares harmonizados (com ingressos esgotados), que contam a história da casa em 10 pratos. Chegar ao cardápio (ainda surpresa aos comensais) foi demorado, mas ele deve incluir pratos como “o ovo” (cozido em baixa temperatura com espuma de pupunha) e outros clássicos que deixam saudades nos clientes e também nos chefs.

Os ingressos para os jantares já estão esgotados, mas o Maní segue aberto para quem quiser participar dessa verdadeira festa celebrando a comida.

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