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Comida do bem

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Le Manjue Organique aposta em cozinha fusion orgânica e funcional.

Pensamentos variados povoam a cabeça dos paulistanos diariamente, e podemos dizer que ser criterioso quanto ao que e como comer faz parte do universo de vários dentro da rotina tão agitada e estressante que a cidade impõe.

A preocupação com alimentos orgânicos é uma delas. Das gôndolas disputadíssimas do mercado às feiras com vegetais livres de agrotóxicos e de conservantes cada vez mais cheias, comer de forma saudável já é uma prerrogativa de muitas residências de São Paulo.

Foi pensando nesse público que o Le Manjue Organique investe na alta gastronomia a partir de ingredientes fundamentalmente naturais, com uma cozinha fusion que incorpora receitas internacionais com pratos autorais, com o franco direcionamento para o bem-estar e a saúde – sem perder, no entanto, o requinte saboroso da gastronomia sofisticada.

Para isso, o chef Renato Caleffi desbravou o mundo a fim de estudar o tema, não apenas no quesito culinário, mas também em processos químicos e biológicos de forma que entendesse melhor a natureza rica dos alimentos. Nesse périplo em busca dos sabores perfeitos, ele estagiou no restaurante Martín Berasategui, categoria três estrelas do guia Michelin, em San Sebastián (Espanha).

Esse conhecimento adquirido é a força motora do restaurante, que traz saladas, massas, risotos, peixes, frutos do mar, carnes e sobremesas na sua carta. Há muitos pratos sem glúten, açúcar ou lactose, devidamente identificados no menu.

Boas apostas são o Picadinho Orgânico (um “prato feito” conceitual) para o almoço; no jantar, vale pedir a já famosa Jambalaya de Camarão (o crustáceo é salteado e flambado na cachaça; acompanha arroz cateto bicolor feito com queijo, vinho branco, curry, banana, caramelo de aceto e queijo gouda crocante) e o Sabores do Brasil (pirarucu e palmito grelhados, acompanhados de farofa de granola e arroz de espinafre com castanha de caju e molho de rúcula).

O projeto arquitetônico é um capítulo à parte: se antes o interior era até conservador para os pratos vanguardistas propostos por Caleffi, agora leva a assinatura da arquiteta Flavia Machado, que conduziu uma transformação ampla com mesas e cadeiras feitas com móveis de demolição e pisos ecológicos. Ou seja, o conceito da comida do Le Manjue Organique foi estendido à arquitetura, radicada em elementos simples e naturais.

No Le Manjue Organique, comer não é apenas um ato ambiental e agrícola: é um ato político e, acima de tudo, uma grande e saborosa celebração à vida.

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