Brownie copy_flipado

Além do buquê

Conteudo Isobar

Flores comestíveis se tornam tendência gastronômica e chegam para deixar os pratos mais especiais.

Elas saíram dos jardins para se tornar protagonistas de uma variedade de pratos – e, de quebra, trazer sabores exóticos ao paladar.

Há quem pense que as flores comestíveis sejam a mais recente novidade gastronômica. A história nos mostra que o hábito de comer flores existe faz tempo – e nasceu por um motivo que nada tem a ver com ornamentar o prato.

Um exemplo é a tulipa: originária das montanhas da antiga Pérsia, a flor era vista como uma joia para os turcos. Mais tarde, chegou à Holanda, onde os aristocratas locais a veneravam como símbolo de poder e prestígio.

Durante a Segunda Guerra Mundial, seu bolbo (que contém alto teor nutricional) serviu de alimento para milhares de holandeses – o que incluiu os soldados que estavam no front da batalha.

Com o passar do tempo, as flores ganharam espaço nas mesas de restaurantes do mundo inteiro. Esses se utilizaram das plantas não apenas para deixar os pratos mais atrativos, mas para proporcionar aos clientes sabores únicos.

Todo charme tailandês

O Namga é um restaurante em São Paulo que adotou a ideia das flores na culinária – “todas são comestíveis e orgânicas”, contou o proprietário, Roni Kormis, à Revista Estilo BB.

Criado há três anos, o estabelecimento nasceu do delivery de comida tailandesa TeleThai e tem como proposta servir a clássica culinária do país asiático.

“Importamos a maioria dos ingredientes para que os pratos fiquem o mais próximo possível do que se come na Tailândia. A única diferença é que diminuímos um pouco a pimenta, para agradar ao paladar dos brasileiros”, conta Kormis.

O empresário acrescenta que as flores são provenientes de duas fazendas, localizadas em Cerquilho, SP.

Uma das espécies usadas é a capuchinha, que segundo Kormis, tem sabor adocicado e levemente apimentado. Ela adorna o executivo da casa, Koh Tao – um salteado com funghi branco e preto, cogumelos, cebola e acelga chinesa, servido junto a um molho thai levemente apimentado com arroz de jasmim.

Em outra receita, mini-violetas levam cor púrpura (e sabor levemente ácido) à salada de mamão verde. Com a sobremesa, não é diferente: o brownie da casa é servido com verbena, uma flor de sabor bem leve.

Para Kormis, as flores dão mais vida aos pratos. Se a ideia te agrada e você quer adotá-la em casa, é importante saber, antes de tudo, que nem toda flor pode ser ingerida.

“Certifique-se de que ela seja comestível e proveniente de uma fonte segura; muitas delas podem causar problemas à saúde”, alerta.

Exceto por essas preocupações, não há nada a temer – mas a testar: diferentes flores nos pratos, que ganharão uma estética inovadora e alegre, além de um sabor único e natural.

Mais Matérias