Bowl | Crédito: Divulgação

Design sustentável

Conteudo Isobar

A partir de papelão reaproveitado, Domingos Tótora cria móveis e objetos decorativos que unem beleza e funcionalidade.

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A frase, do químico francês Antoine Lavoisier, é do século 18, mas permanece atualíssima e imediatamente surge à tona quando nos deparamos com o trabalho do artesão, artista plástico e designer mineiro Domingos Tótora.

Nascido e criado em Maria da Fé, cidade situada na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais, Tótora realizou alguns cursos livres de artes plásticas na capital paulista para depois voltar à sua cidade natal e trabalhar com um único material: o papelão.

Vasos, fruteiras, cadeiras, centros de mesa e outras peças de mobiliário seguem o mesmo processo de fabricação com o material. Na prática, o artista recolhe papelões descartados e os mistura a cola e água, originando uma massa que dá forma aos objetos.

Cada item é moldado manualmente e passa por um processo de construção sustentável do começo ao fim. Nesse procedimento, o papelão, que é originário da madeira, volta ao ciclo com resistência semelhante à do material em peças que transitam entre a arte e o design.

O forte apelo sustentável e a originalidade do seu trabalho renderam ao artista prêmios pelo Brasil e pelo mundo. Alguns exemplos são o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, na categoria Mobiliário; e o Prêmio TOP XXI, na categoria Design Sustentável. Internacionalmente, o Tótora foi selecionado para o Prêmio Designers do Ano de 2011 pelo Design Museum de Londres.

Uma das marcas mais fortes de seu trabalho é que a beleza não reside apenas no produto final, mas em todo o processo de transformação da matéria, que detém um profundo respeito pela natureza. Está aí uma arte para inspirar mais criadores e criações.

Mais Matérias