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Cores Coloniais

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Além de cartão postal da Bahia, o Pelourinho foi e é palco de grandes acontecimentos da história

Marco histórico da cidade e declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco em 1985 como patrimônio cultural em 1985, o Pelourinho é também uma prova de que o povo baiano soube transformar um passado de escravidão em polo cultural e artístico.

Quando as primeiras embarcações portuguesas chegaram ao Brasil, encontraram em Salvador o lugar ideal que pudesse servir de sede (e futura capital do país). Graças à proximidade com o porto, o que hoje é conhecido como centro histórico recebeu alto investimento da Coroa e, por isso, a influência na arquitetura não passa despercebida.

A cidade foi fundada em 1549 e nunca mais parou de se transformar e de acumular funções: centro administrativo, militar, religioso e morada da aristocracia da época. Os estilos barroco e colonial – típicos das construções portuguesas – foram mantidos e, a não ser pela cor, estão até hoje nas fachadas dos sobrados geminados, habitados pelos senhores de engenhos proprietários dos escravos.

Não por acaso, o Largo do Pelourinho, que nada mais era do que o local escolhido para punir e expor os escravos que desobedecessem às regras, foi estabelecido a poucos metros dali e acabou nomeando grande parte da região central de Salvador.

A arquitetura do Pelourinho também sofreu forte influência da religião católica. Ao longo do desenvolvimento da cidade, dezenas de igrejas foram construídas nas imediações. Entre elas, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída por escravos para ser frequentada pelos próprios escravos. Depois de mais de um ano fechada para restauração, foi reinaugurada em 2012.

Em contraste com amostras que representam fielmente o colonial e o barroco, nas décadas entre 1920 e 1950, Salvador viu surgir construções modernistas e art déco, que começavam a despontar à época – o Edifício Oceania, por exemplo, e outros prédios com altura fora dos padrões da época.

Essa mistura tão própria da cultura baiana e, consequentemente, da cultura brasileira, foi se tornando um verdadeiro retrato do centro de Salvador. Hoje, as clássicas e coloridas fazem parte do fervor cultural que toma conta do Pelourinho. Berço do grupo musical Olodum e palco de filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, o lugar une arquitetura, religião, história dança, música, culinária e folclore.

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