Foto da obra "Ciclista"  | Créditos: Fábio Del Re

Um trágico nos trópicos

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Iberê Camargo é um dos grandes nomes da arte brasileira do século 20 e chega ao CCBB

Autor de uma obra extensa, que inclui pinturas, desenhos, guaches e gravuras, Iberê Camargo iniciou seu aprendizado em pintura na Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria.

No decorrer da sua vida, Iberê Camargo colecionou um vasto número de admiradores, o que fez a conquistar prêmios que possibilitassem a viagens ao exterior para seu aprimoramento técnico. Durante sua estada na Europa, visitou museus, realizou cópias dos grandes mestres da pintura e estudou gravura e pintura com mestres como Giorgio De Chirico, Carlo Alberto Petrucci, Leoni Augusto Rosa, Antonio Achille e André Lhote.
Ao longo de  sua trajetória artística, o artista nunca se filiou a correntes ou movimentos. Em 1982, retornou a Porto Alegre, onde produziu duas de suas séries mais conhecidas: as Idiotas e os Ciclistas.

Agora, o CCBB de Brasília recebe a exposição Iberê Camargo: um trágico nos trópicos, que integra as comemorações do centenário de nascimento do artista, e fica em exibição até 11 de janeiro.

Os trabalhos foram especialmente selecionados pelo curador, professor e crítico de arte Luiz Camillo Osorio para a mostra que já passou pelo CCBBSP e MAM Rio. Entre pinturas, desenhos, gravuras e matrizes o curador Luiz Camillo Osorio selecionou 134 obras para uma retrospectiva da produção do artista a partir da década de 1950 até seus últimos trabalhos, nos anos 1990.

O artista faleceu em agosto de 1994, aos 79 anos, deixando um grande acervo de mais de 7 mil obras, entre desenhos, gravuras e pinturas. Grande parte desta produção foi deixada a Maria, sua esposa e companheira inseparável, cuja coleção compõe hoje a Fundação Iberê Camargo.

Novidade 2.0

Além das obras, o público vai poder acessar uma novidade que acaba de ser lançada: o Acervo Digital da Fundação Iberê Camargo.j
São 4 mil obras disponibilizadas em hotsite, com possibilidade de pesquisas cruzadas entre imagens e informações. O acervo digital traz ainda centenas de documentos, como catálogos, recortes de jornais e revistas, correspondências, cadernos de notas e fotografias, armazenados pela esposa de Iberê, Maria Coussirat Camargo.

Das quatro mil obras, três mil estão em alta resolução, acompanhadas de fichas técnicas, históricos e informações relacionadas, revelando um repertório nunca visto antes em exposições. Uma tendência que já pode ser vista em museus pelo mundo afora.

Mão na massa

Com atividade que permitem ao publico uma experiência de imersão na obra do artistas, o  “Programa educativo do CCBB” traz uma série de atividades inspiradas na exposição, para toda a família e de graça. São práticas pensadas para aproximar os espectadores do mundo do artista.

A exposição fica em cartaz nas galerias I e II, no CCBB-Brasília, até 11 de janeiro de 2016. A entrada é gratuita e a classificação livre.

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