(Paramount Pictures/Divulgação

Um conto de Cristo

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História de Judah Ben-Hur está de volta às telas de cinema

O romance mais famoso de autoria do escritor norte-americano Lew Wallace – Ben-Hur: A Tale of the Christ – foi novamente adaptado às telas do cinema. Depois do tremendo sucesso do filme épico dirigido por William Wyler, Ben-Hur (1959), uma das maiores superproduções de todos os tempos (agraciada com 11 estatuetas do Oscar), o príncipe Judah Ben-Hur está de volta, agora sob a pele do ator Jack Huston.

No clássico bíblico, Ben-Hur é traído e acusado falsamente de tentativa de assassinato por Mesalla, seu irmão, interpretado por Toby Kebbell. Como punição, acaba condenado à escravidão pelo resto da vida, mas passa apenas cinco anos remando entre os servos nas galés da Roma Antiga.

Em termos de ação, um dos destaques vai, sem dúvida, para a cena do naufrágio a que Ben-Hur sobrevive. O diretor do remake, o cazaque Timur Bekmambetov, aposta as fichas em sequência de impacto, sem, no entanto, arriscar-se demais.

O mesmo se pode dizer da antológica disputa de bigas, quando o personagem principal busca vingança por conta das cruéis injustiças praticadas por Mesalla. Bekmambetov esbanja capacidade nos instantes de grande agitação e intensidade.

https://youtu.be/df2VrzS1HCs

O ator brasileiro Rodrigo Santoro vive Jesus de Nazaré, com quem Ben-Hur se encontra em alguns momentos tocantes do filme. A presença dele serviu para dar a Cristo importância mais significativa no elenco do remake de Bekmambetov, desejo manifestado previamente pelo vice-presidente da Paramount Pictures, Rob Moore.

Moore avaliou que a adição de holofotes extras ao personagem de Santoro incrementaria a perspectiva da fé, atendendo ao afã do público cristão. Segundo a crítica especializada, o brasileiro saiu-se muito bem.

SUCESSO DE BILHETERIA

A premiada produção cinematográfica de 1959 custou cerca de US$ 15 milhões, valor exorbitante, à época. Em Hollywood, o reconhecimento de Ben-Hur foi igualado pelas estatuetas concedidas a Titanic (1997) e a Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (2003).

Para concluir o remake de 2016, foram necessários US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 315 milhões. Ao todo, a duração é de 124 minutos, 88 a menos se comparada à do filme anterior.

Além dos títulos dirigidos por Bekmambetov e Wyler, desde que o romance de Wallace foi lançado, em 1880, a obra serviu de inspiração a outras quatro produções, duas no século 20 e outras duas, no 21 (1907, 1925, 2003 e 2010).

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