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Todo aquele jazz

Conteudo Isobar

Conheça a história do Bourbon Street, casa de shows paulistana que funciona como um microuniverso de Nova Orleans.

Se o saxofonista John Coltrane (1926-1967) estivesse vivo, certamente teria passado pelo casarão de tijolinhos à vista em Moema, São Paulo. Mais de 20 anos se passaram desde a inauguração do Bourbon Street, em dezembro de 1993. Desde então, a casa construiu sua reputação como um dos principais redutos de jazz, blues e soul music no bairro nobre paulistano.

O espaço é como um pedaço de Nova Orleans na Zona Sul, já que foi erguido de acordo com o estilo arquitetônico da cidade da Louisiana e já trouxe dezenas de músicos da região (que é considerada o berço do jazz no mundo).

Tão empolgante quanto ver o B.B King no palco – foi o músico que realizou o show inaugural do estabelecimento – é a história sobre como tudo começou.

Em entrevista exclusiva à Revista Estilo BB, Edgard Radesca, o proprietário do Bourbon Street, contou como nasceu o sonho de criar a casa que hoje se tornou parada obrigatória entre os apreciadores da boa música.

Rumo à meca do jazz

Em outubro 1989, Radesca uniu forças com Luis Fernando – à época, seu cunhado – e ambos partiram de São Paulo para Nova Orleans.

O objetivo era um só: conseguir o apoio das entidades governamentais locais para construir uma casa de shows que tivesse o espírito de Nova Orleans, encarnado não apenas pela música, mas também pela arquitetura e gastronomia.

“Nosso primeiro encontro foi com o representante das relações internacionais. A reunião, que segundo o protocolo deveria durar 10 minutos, se estendeu para meia hora. Quando nos demos conta, ele havia adorado o projeto”, conta Radesca.

Não demorou para que a dupla conseguisse um horário com o prefeito – que, infelizmente, não pôde comparecer à reunião.

“Ele nos deixou um envelope, sem nenhum cheque, mas com dois comunicados. O primeiro concedia total apoio ao projeto; o segundo reunia uma lista dos contatos de pessoas influentes de Nova Orleans – esses dois documentos, segundo o político, nos garantiriam a entrada na cidade pela porta da frente”, lembra.

Das obras à inauguração

De volta a São Paulo, a dupla deu início à construção do Bourbon Street, que terminaria quatro anos mais tarde.

“Em 1990, veio o Plano Collor, que congelou nosso dinheiro por um ano. Nessa época, entraram dois sócios, e as obras continuaram com o ritmo reduzido”, detalha.

A casa abriria apenas em dezembro de 1993, com ninguém menos do que B.B King – talvez o maior nome do blues ainda vivo. Radesca conta que o guitarrista era o primeiro da lista de músicos cotados para o show de estreia.

Não foi nada fácil consegui-lo para a apresentação – faltou dinheiro e sobrou sorte – e, até hoje, a história sobre como tudo deu certo permanece um mistério.

“Vencemos um leilão para quatro apresentações dele, mas o enigma é que tínhamos verba para apenas dois shows e meio. Até hoje, não sabemos como isso foi possível”, diz.

No dia da abertura, a casa ainda tinha alguns detalhes da obra por finalizar.

Quando os convidados chegaram para assistir ao mestre do blues, receberam um cartão de visitas, com o seguinte recado: “Perdoe-nos por qualquer inconveniente. Nós tínhamos duas opções. Ou inaugurávamos o estabelecimento do jeito que ele está, com o B.B King, ou o deixávamos impecável sem o B.B King”.

Parece que a decisão correta foi tomada – e a abertura não poderia ter sido mais vitoriosa. Depois dessa noite, o astro do blues regressaria aos palcos do Bourbon Street diversas vezes.

Festivais pelo Brasil

Mais de 500 artistas internacionais já passaram pela casa, dentre eles Ray Charles, Nina Simone, Betty Carter, George Benson, Wynton Marsalis, Brad Mehldau, Joshua Redman, Koko Taylor, Dr. John e Taj Mahal.

A música brasileira também tem vez na programação, que é eclética por definição. De Dominguinhos a Gilberto Gil e Nana Vasconcellos, todos já deram o ar da graça no estabelecimento.

O Bourbon Street expandiu sua atuação e, por meio de sua produtora, organiza uma série de festivais por São Paulo e por outras cidades. Há o Bourbon Street Fest, que já existe há 11 anos na capital paulista e se estendeu para o Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Curitiba. Em Paraty, RJ, foram criados o Bourbon Festival Paraty e o Paraty Latino.

A arte da felicidade

No final das contas, Radesca define o Bourbon Street como um lugar onde as pessoas possam sentir a boa música.

Ele enfatiza que não é necessário ser nenhum expert no assunto para apreciar a música. “Você não precisa chegar aqui e entender sobre estilos sonoros. Nossa missão é fazer com que os espectadores voltem felizes para casa. Emocioná-los, independentemente de qualquer conhecimento teórico”, resume.

Benefícios aos clientes Banco do Brasil Ourocard

Como patrocinador do Bourbon Street, o Banco do Brasil oferece diversas vantagens para os clientes com cartão Ourocard que efetuarem pagamentos na função crédito.

Uma delas é o período de pré-venda exclusiva. Outra é o desconto de 30% para a reserva antecipada de shows (até dois convites por CPF). Os clientes Ourocard também podem desfrutar de um desconto de 10% no consumo de itens do cardápio e souvenirs, além de serviço de chapelaria, que é cortesia da casa.

Há também uma boa notícia para o aniversariante da semana: caso ele reserve mesa para no mínimo quatro lugares, ele ganha dois convites. Por fim, há o benefício do fast check-in / check-out, que agiliza tanto a chegada quando a saída no estabelecimento.

Para saber das demais condições, entre em contato com o call center, pelo número (11) 5095-6100 ou acesse www.bourbonstreet.com.br.

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