Cena do filme Homem de Aço, da Warner. | Crédito: Divulgação/ Warner Bros.

Super-humano

Conteudo Isobar

Em “O Homem de Aço”, o Superman ganha versão mais realista ao tentar descobrir qual é seu papel no mundo.

Presente no imaginário popular – que menino nunca jogou uma toalha de mesa nos ombros e brincou de ir “para o alto e avante”? –, o Superman volta às telas com visual novo e história modernizada. Em “O Homem de Aço”, de Zack Snyder (“300”), produzido por Christopher Nolan (“O Cavaleiro das Trevas”), a jornada do kryptoniano recomeça do zero, com um roteiro que gira em torno da luta entre a ética e o poder extremo. A polêmica cueca vermelha por cima do traje azul vibrante deu lugar a uma armadura em tons bem mais sóbrios, menos infantil e mais realista. E é esse clima que norteia a película.

A trama começa com um Kal-El/Clark (Henry Cavill) que se sente isolado por seus poderes e tenta descobrir qual é seu papel no mundo. O filme intercala cenas atuais com flashbacks na cidade de Smallville, onde Kal-El cresce, mostrando o relacionamento com os pais humanos (interpretados por Kevin Costner e Diane Lane).

É interessante comparar o herói de 2013 com suas diferentes adaptações desde 1938, quando o Superman apareceu pela primeira vez na revista Action Comics. Naquela época, o peso que o herói carregava, além de ônibus e mocinhas indefesas, era o de ser a grande esperança da humanidade, um ser acima das falhas humanas, que ajudaria os Estados Unidos a emergir da Grande Depressão. Apesar de a adaptação atual dar a entender que Clark Kent é uma espécie de messias que deve salvar a Terra dos kryptonianos liderados pelo General Zod (Michael Shannon), ele lida com questões internas profundas e se coloca numa jornada de autoconhecimento em busca de sua própria identidade.

Zod, aliás, é uma ótima escolha como antagonista. O inimigo é, antes de tudo, um conterrâneo de Kal-El, o que nos mostra o impacto dos ensinamentos de Martha e Jonathan Kent para a criação da ética e moral do personagem que conhecemos.

As cenas de luta são espetaculares e cheias de recursos estéticos de tirar o fôlego. Segundo a mídia especializada, os recordes de bilheteria devem aumentar as chances de a Warner produzir um segundo longa com participação do Batman e um terceiro com a Liga da Justiça. Um (re)começo arrebatador para uma franquia de sucesso.

Mais Matérias