"A Ronda Noturna", obra do acervo do Rijksmuseum, em Amsterdã, 1642 (Everett - Art)

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Rembrandt é tido como maior nome da arte europeia

Aos apreciadores da história da arte europeia, o nome Rembrandt Harmenszoon Van Rijn não pode soar apenas familiar. Na Holanda, país onde nasceu o lendário pintor, há um museu dedicado inteiramente a ele, tamanha foi sua contribuição à cultura dos chamados Países Baixos. De 1636 a 1658, o local serviu a Rembrandt de lar e ateliê.

O Museum Het Rembrandthuis (ou Museu Casa de Rembrandt) está situado na capital holandesa, Amsterdã. A elegante e cosmopolita metrópole – o mais importante centro da Europa quando Rembrandt mudou-se para lá, há 385 anos – celebra, nesse mês, o 410º aniversário do pintor, nascido em 15 de julho de 1606.

A história de Rembrandt começa na pequena comuna neerlandesa de Leiden, na antiga República Unida dos Países Baixos, às margens do rio Reno. Ele chegou a frequentar a Universiteit Leiden, a mais antiga instituição acadêmica de toda a Holanda, até abrir o próprio ateliê na cidade, entre 1624 e 1625.

CLARO E ESCURO

Como pintor, Rembrandt utilizou-se de contraste e movimento, que conferem dramaticidade às obras. A técnica chamada chiaroscuro (“claro-escuro”, em português) era dominada por outro grande nome da pintura europeia, o italiano Caravaggio, por quem o artista holandês fora abundantemente influenciado.

Retratos de grupos, autorretratos e pinturas sacras: a diversificação temática de Rembrandt lhe rendeu títulos icônicos. No caso dos primeiros, embora tenha concluído apenas quatro deles, uma das mais famosas telas do pintor é a Aula de Anatomia do Dr. Tulp, em exposição no museu Mauritshuis, na cidade de Haia.

Aos 28 anos de idade, já morando em Amsterdã, Rembrandt casou-se com Saskia van Uylenburg. O pai dela era advogado e havia sido prefeito da cidade de Leeuwarden. Rembrandt pintou diversos retratos de sua esposa. Saskia como Flora foi finalizado em 1635.

O Museu do Hermitage, na metrópole russa de São Petersburgo, mantém uma das mais conhecidas pinturas de Rembrandt em seu acervo: O Retorno do Filho Pródigo. As cenas bíblicas eram retratadas por ele de acordo com o texto do evangelho, a composição clássica e suas observações junto à comunidade judaica da capital holandesa.

AUTOBIOGRAFIA

Toda a produção de autorretratos de Rembrandt constitui importante autobiografia do artista. Durante diversos momentos de sua vida, ele pintou a si mesmo, despido de vaidade. O artista chegou a terminar uma tela no ano de sua morte (1669).

Rembrandt fez autorretratos em 1628, em 1632, em 1635, em 1642, em 1652, em 1661 e em 1669. Em 40 anos, foram mais de 100 telas, algo comparável apenas ao que fez seu conterrâneo Vincent van Gogh, quase dois séculos depois.

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