Obra de Vik Muniz, que integra a exposição. | Crédito: Divulgação.

Só para menores

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Voltada ao público infantil, exposição exibe obras inéditas de grandes artistas brasileiros contemporâneos no CCBB Brasília.

Existe um tipo de arte feita especialmente para crianças nesse mundo? Foi com esse questionamento que a Revista Estilo BB iniciou uma conversa com o curador Evandro Salles, sobre a exposição Experiência da Arte – Série Arte para Crianças, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília.

Na visão de Salles, “não existe arte para crianças e arte para adultos”. O que ocorre é que as crianças, por estarem ainda com o aparato de linguagem em formação, são mais abertas e flexíveis, tornando-as o público ideal para a arte como um todo. E provoca: “Crianças gostam mais de arte do que os adultos, pois estão mais abertas a experimentar novas perspectivas, se entregando de forma mais ampla a essa nova experiência”.

A Experiência da Arte dá sequência ao projeto iniciado com a exposição Arte para Crianças, realizado entre 2007 e 2010, por Evandro Salles, e que passou por várias cidades brasileiras, levando ao público infantil arte contemporânea de alta qualidade.

Em cartaz até dia 11 de agosto, a exposição Experiência da Arte – Série Arte para Crianças reúne grandes artistas brasileiros, com pluralidade de criação na arte contemporânea, a partir de uma só proposta: apresentar para as crianças (mas não apenas para elas) o universo da arte de uma maneira diferenciada e inovadora.

“Arte contemporânea não é algo de difícil acesso, mas tudo depende de como ela é apresentada ao público. A exposição foi montada de forma a ampliar a experiência de contato do público com as obras, possibilitando um mergulho radical do expectador sem necessidade de informações prévias dos artistas, ou mesmo sobre arte”, contextualiza Salles.

Obras de Vik Muniz, Ernesto Neto, Paula Trope, Eduardo Coimbra, Waltercio Caldas, Cildo Meireles e Wlademir Dias-Pino ocupam todos os espaços expositivos do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, e todas as obras foram trabalhadas pelos artistas especialmente para a exposição.

O que Evandro Salles propõe com sua curadoria não é explicar a arte dos adultos para as crianças. A ideia é que elas vivam a experiência estética de maneira direta, sem intermediações.

Ao visitar a exposição, a grande recomendação é se despir de pré-conceitos e tentar vivenciar a arte ali apresentada de forma mais aberta e sensorial possível. Com os olhos – e o coração – de uma criança.

(Na foto que abre a reportagem, obra de Vik Muniz em exposição | Crédito: Divulgação)

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