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Rei do Carnaval

Conteudo Isobar

A história de Joãosinho Trinta e sua paixão pelas escolas de samba e a festa mais famosa do país.

João Clemente Jorge Trinta nasceu em São Luis, no Maranhão, em 1933, e faleceu em 2011. Os 78 anos vividos foram tempo suficiente para ele se tornar uma verdadeira referência no Carnaval brasileiro, representando as escolas mais consagradas – e premiadas.

Sua carreira como carnavalesco não foi exatamente planejada. Apesar de se interessar pelas artes desde cedo, Joãosinho chegou ao Rio de Janeiro com 17 anos para estudar dança clássica no Teatro Municipal. Fez parte do corpo de baile por 25 anos e chegou a encenar duas óperas: O Guarani e Aída.

Em 1961, ingressou no Acadêmicos do Salgueiro, e depois de acompanhar vitórias importantes da escola (1965, 1969 e 1971), Joãosinho faz sua estreia como carnavalesco em 1973 ao lado da artista plástica Maria Augusta, com o enredo Eneida: Amor e Fantasia. No ano seguinte, já no posto oficial da escola, conquistou novamente o título com O Rei de França na Ilha da Assombração e em 1975 com O Segredo das minas do Rei Salomão.

Já trabalhando na Beija-Flor, Trinta atingiu um dos auges de sua carreira graças às fantasias e carros alegóricos luxuosos e ideias polêmicas. No desfile de 1989, Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia, a imagem de Jesus Cristo caracterizado como mendigo foi censurada pela Igreja Católica. Coberta com plástico preto, a imagem atravessou a Marquês de Sapucaí com a inscrição “Mesmo proibido, olhai por nós.”.

Mesmo com suas provocações, ele nunca deixou que as polêmicas tivessem mais importância do que o Carnaval. Fantasias glamorosas e originais, brilhos e carros alegóricos que fizeram história na avenida e fascinam até hoje os amantes da festa de Rei Momo.

Em 2013, seu trabalho deixou de ser admirado apenas nos desfiles e foi para os cinemas. O longa metragem “Trinta” conta a história de sua vida, desde antes da fama. Dirigido por Paulo Machline e protagonizado por Matheus Nachtergaele em mais um show de interpretação, o filme eterniza o legado de Joãosinho Trinta para outros carnavais.

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