Dona da voz predileta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (domínio público)

Por direitos humanos

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Documentário revelador conta história de Nina Simone

A conturbada e polêmica trajetória de Nina Simone – uma das maiores artistas do gênero rythm & blues de todos os tempos – recebeu novos contornos graças à diretora norte-americana Liz Garbus.

Disponível na plataforma de streaming Netflix, o documentário What Happened, Miss Simone? conta a história de Nina por meio de cartas, imagens e diários inéditos cedidos pela família da cantora.

Depoimentos de colaboradores, incluindo da própria filha dela, Nina Simone Kelly, destrincham meandros jamais revelados da carreira da pianista.

“As pessoas acham que quando ela subia no palco, tornava-se Nina Simone. Minha mãe era Nina Simone 24 horas por dia, sete dias por semana. E foi assim que isso passou a ser um problema”, contou.

O documentário relata como a cantora tornou-se unanimidade por conta do talento revolucionário e como ela liderou o dom da música à luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos.

EUNICE WAYMON

O nome verdadeiro de Nina Simone é Eunice Kathleen Waymon. Ela nasceu em Tryon, cidade localizada no estado da Carolina do Norte, em 21 de fevereiro de 1933. Além do brilhantismo ao piano, herdado do gênero clássico, e da voz marcante, Nina utilizou-se do microfone como maneira de ativismo político.

Muitas de suas letras denunciam abusos sofridos pela comunidade negra dos EUA, especialmente durante a década de 1960. A cantora chegou a fazer tributo a Martin Luther King (pastor protestante, ativista político e defensor dos direitos civis), logo após seu assassinato, em 1968.

Polêmica, visceral, revolucionária, instável: o legado de Nina Simone transcende, inegavelmente, o âmbito da música. Por isso, talvez, ela seja a voz predileta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A estrela do blues morreu em 21 de abril de 2003, na cidade francesa de Carry-le-Rouet.

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