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O caçador de emoções

Conteudo Isobar

Como o paulista Luciano Candisani se tornou um dos mais importantes fotógrafos de natureza do Brasil.

Ele já esteve cara a cara com uma onça pintada, foi mordido por um leão marinho e já disputou sua câmera com um jacaré embaixo d’água. Engana-se quem pensa que estes foram os maiores riscos que o fotógrafo Luciano Candisani já enfrentou em sua longa carreira como fotógrafo de natureza.  Ao contrário do que se pensa, a maior dificuldade que o paulista de Ilha Bela já passou foi uma apendicite aguda, que o atacou a 270 quilômetros mar adentro, no Atol das Rocas. E, de acordo com as suas palavras, foi por pouco que não foi dessa para uma melhor.

Desfrutando de todo o prestígio que os maiores profissionais da área podem ter, o fotojornalista é colaborador regular da National Geographic Brasil, além de ter diversas fotos publicadas nas edições internacionais da revista.  Seu último grande trabalho, em que fotografou a vida silvestre no Pantanal, lhe rendeu um convite para integrar a The Photo Society, o seleto grupo dos fotógrafos que contribuem regularmente para a edição principal da publicação.

Autor de sete livros, entre eles o recém-lançado “Pantanal Na Linha D’água”, o fotojornalista começou a dar seus primeiros cliques aos 15 anos, nas praias de Ilhabela e Angra dos Reis. Influenciado pelo francês Jacques Costeau, ele conseguiu uma licença de mergulho e com uma câmera anfíbia em mãos “se formou” em fotografia.

Alguns anos depois, entrou para o instituto oceanográfico da USP, onde concluiu sua graduação em biologia, e fez a sua primeira grande expedição fotográfica, viajando para a Antártida por três meses. Inédito em 1995, o trabalho no gelo abriu caminho para a sua consolidada trajetória de sucesso.

Colaborando desde o início da versão brasileira da National Geographic, em 2000, o fotógrafo tem conquistado diversos prêmios pelo mundo, inclusive o famoso concurso do Museu de História Natural em Londres, na Inglaterra. A imagem vencedora foi a ‘Na Boca de um Jacaré’, tirada no Rio Negro, que prova que, mesmo com muita pesquisa e preparação, sempre haverá situações limite na busca pela foto perfeita.

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