“Henrique Oliveira. Baitogogo”, vista da instalação, parte da temporada “Nouvelles Vagues”, Palais de Tokyo, 21 . jun – 9 . set . 2013. Foto: Marc Domage

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Artista paulistano Henrique Oliveira participa de mostra com instalação que mistura elementos arquitetônicos e naturais.

Formado em Artes Plásticas e mestre em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo, Henrique Oliveira começou sua produção pela pintura. Mas foi por meio de suas instalações site-specific que o artista ficou conhecido nos últimos anos.

Suas integrações arquitetônicas manipulam o espaço, fazendo com que o espectador se envolva com seu trabalho. Em suas obras, frequentemente, uma trama orgânica complexa ganha vida pelo tapume, que Henrique retira da paisagem urbana e dá novo significado em suas intervenções.

Apesar de expor desde o final da década de 90, foi em 2010 que o artista teve o turning point na sua carreira, ao ser convidado para participar da 29a Bienal de São Paulo com uma escultura de dimensões arquitetônicas que permitia que o público pudesse adentrar seu interior.

Em alta desde então, chegou a vez de suas obras conquistarem o circuito europeu de arte. No último mês de junho, o museu de arte contemporânea Palais de Tokyo inaugurou sua nova temporada de exibições e, dentre os mais de 200 artistas que estão com trabalhos expostos na mostra Nouvelle Vague, Henrique Oliveira se destaca do grupo com sua instalação Baitogogo.

O trabalho que demorou um mês e meio para ficar pronto baseia-se no livro “O Cru e o Cozido”, do antropólogo Claude Lévi-Strauss, que narra mitos de algumas tribos indígenas do Mato Grosso. Uma das histórias contadas termina com uma árvore crescendo nas costas de um índio chamado Baitogogo.

Para mostrar a força que o trabalho de Henrique Oliveira passou a ter no Exterior, o artista possui outra obra sendo apresentada na exposição coletiva La Distance Juste, da galeria Georges-Philippe & Nathalie Vallois, também em Paris. Quem estiver pela cidade, vale a visita.

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