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Mondrian e o movimento De Stijl

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Depois de passar por São Paulo, a exposição mais completa do movimento chega a Brasília trazendo mais de 70 obras inéditas no País

Falar de Mondrian é pensar quase instantaneamente em linhas retas, pretas e cores primárias. O que pouca gente sabe é que, apesar de essas serem as suas marcas registradas, o holandês Piet Mondrian começou a sua trajetória artística quase três décadas antes, produzindo paisagens cheias de cores escuras e até sombrias – características da pintura à época.

Após ingressar na Academia Real de Artes Visuais de Amsterdã, o artista se aproximou aos poucos de novos movimentos artísticos da Europa. Como consequência, suas obras passaram a ficar mais claras e ousadas: influência nítida do pós-impressionismo francês e, após uma influência temporária do cubismo, procurou formas de abstrair a realidade e buscar a essência da imagem.

Além da obra de Mondrian, a exposição que chega ao CCBB Brasília mostra os impactos pela revista De Stijl (O Estilo). Entre 1917 e 1928, ela foi o meio escolhido para que um grupo de artistas, designers e arquitetos (incluindo Mondrian), defendesse o neoplasticismo e a utopia da harmonia universal de todas as artes.

Mondrian acreditava que a sua visão da arte moderna ia além das divisões culturais e poderia se transformar numa linguagem universal, baseada na pureza das cores primárias, na superfície plana das formas e na tensão dinâmica em suas telas. E seus companheiros da De Stijl, além de pensarem de forma semelhante, aplicaram esses conceitos nas artes plásticas, na arquitetura, na fotografia, no design, na literatura, na tipografia e até na moda.

Em Mondrian e o movimento De Stijl será possível acompanhar essa verdadeira revolução artística em obras como maquetes, mobiliários, fotografia, documentários, fac-símiles e publicações de época, que continuam modernas até hoje.

São cerca de 70 obras e uma seleção de múltiplas manifestações do movimento, o mais completo conjunto desse período já exibido no Brasil. “Organizamos tudo para que o visitante possa acompanhar esse percurso e entender que aqueles retângulos coloridos, tão facilmente reconhecíveis, não nasceram de uma hora para outra nem por acaso”, explica o curador da exposição, Pieter Tjabbes.

Depois de passar por São Paulo, a exposição Mondrian e o movimento De Stijl chega ao Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília no dia 21 de abril, aniversário da capital federal. Depois, passar por Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Para saber mais, acesse o site do CCBB.

Imagem de abertura: Piet Mondrian | Composição com grade 8: composição xadrez com cores escuras (1919) | Crédito: Gemeentemuseum, Den Haag, Holanda.

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