Capa do livro Linha M, publicado pela Companhia das Letras | Crédito: Divulgação

Memórias de Patti Smith

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Um dos grandes nomes do rock mundial lança seu mais novo livro, “Linha M”

Patti Smith é uma das principais expoentes da contracultura norte-americana que continua produzindo. Nascida em 1946, em Chicago, mudou-se para Nova York aos 21 aos e se tornou ícone do punk rock em 1970, com o disco Horses, considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. Plural, Smith é cantora, compositora, artista plástica, fotógrafa, ativista e escritora, sendo essa última designação a que mais lhe agrada.

Autora do premiado “Só Garotos”, livro de lembranças que conta a história da escritora com o fotografo Robert Mapplethorpe e que lhe rendeu o National Book Award, Patti Smith agora lança “Linha M” (M Train, em título original), um novo livro de memórias, publicado pela Companhia das Letras, para fazer parceria ao primeiro, mas desta vez voltado aos dias mais recentes e ao seu ciclo familiar da autora.

Para a cultuada escritora, sua nova obra é como “um mapa para a minha vida”, um livro que não se pretendia livro e que é resultado de uma escrita diária, com histórias sobre Greenwich Village, bairro que marcou a vida da escritora, sobre a visita a Frida Kahlo, sobre o bagalô que Patti comprou em Rockaway Beach pouco antes do furacão Sandy atingir o país, e muitas outras narrativas que se tornaram uma envolvente jornada.

Michiko Kakutani, respeitada crítica literária do jornal The New York Times, define a obra como “maravilhosamente tocante” e “uma balada caleidoscópica sobre as perdas causadas pelo tempo, pelo acaso e pela circunstâncias”, reforçando que a escritora soube tratar, com leveza e poesia necessária, perdas dolorosas como a morte do marido, Fred (Sonic) Smith, do irmão Todd e de seu grande amigo, Mapplethorpe.

Se “Só garotos” é uma narrativa do passado, “Linha M” é uma autobiografia que viaja no tempo e, em certa medida, tenta se voltar ao presente, sendo um retrato de quem é Patti Smith aos 70 anos, e como sua trajetória a trouxe até aqui. O livro oferece ao leitor a possibilidade de conhecer o gosto literário da autora e sua visão sobre outros grandes escritores, além de dividir, com sinceridade tocante, o processo de criação de Smith.

O livro nos coloca em constante contato com sentimentos de tristeza e esperança que são expostos de maneira absolutamente equilibrada, com reflexões sobre o amor – na narrativa sobre a perda de Fred – que são emocionantes e honestas, assim como as histórias sobre viagens, literatura e sobre os cafés.

Para ilustrar as memórias, as icônicas polaroides de Patti Smith recheiam “Linha M” com o olhar intimista e característico dessa artista multifacetada, que abriu, mais uma vez, sua história icônica e inspiradora aos milhares de leitores pelo mundo.

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