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Je t’aime

Conteudo Isobar

Livro de fotografias revisita a história de amor de uma das mulheres mais admiradas do mundo, Jane Birkin, e do cantor francês Serge Gainsbourg.

Andrew Birkin foi diretor-assistente de efeitos especiais de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, filme de autoria de Stanley Kubrick, mas começou as atividades como assistente de produção no set do cineasta legendário.

Em 1968, foi enviado à França para trabalhar em potenciais locações para a superprodução kubrickiana. Eram ambientes amplos e estéreis, donos de um vazio agudo. Nesse ínterim, seu passatempo refrescante era fotografar a irmã, Jane Birkin – um ícone de classe, elegância e estilo - e seu então namorado (ninguém menos que o cantor francês Serge Gainsbourg).

A história, contada pelo próprio Andrew à revista “Vogue” americana recentemente, gerou um acervo imenso de fotos familiares da união, que  perdurou por mais de dez anos (a cantora e atriz Charlotte Gainsbourg foi fruto do relacionamento). Ao procurar os portraits para fazer um livro fotográfico sobre Kubrick, ele se deparou com o vasto material obtido na convivência com o casal.

Foi a oportunidade para que a editora Taschen, uma das mais conceituadas no universo de arte, moda e design, lançasse agora o ótimo “Jane & Serge: A Family Album”, com todo o material fotográfico reunido pelo irmão mais velho de Jane Birkin. “Ela era sua musa, e acho que ele produziu o seu melhor trabalho enquanto eles estavam juntos”, declarou ele em entrevista à versão norte-americana de uma das revistas mais badaladas do universo da moda.

A história contada pelas fotos mostra o porquê de o romance entre uma das mulheres mais lindas de sua época (e até hoje) e um dos cantores mais sensuais da história ter mexido com os corações e imaginações de toda uma geração.

“Serge foi o amor da vida de Jane, e quando ele morreu em 1991, o luto dela foi o mais agonizante de se ver”, declarou o irmão Andrew ao site The Daily Beast. O casal se separara décadas antes, mas foi uma das mais vívidas e belas das histórias de amor públicas.

Juntos, de fato, eles imortalizaram um dos clássicos franceses mais importantes: a sensual e polêmica música “Je T’aime Non Plus”, cuja letra foi escrita originalmente para outra musa feminina da época, Brigitte Bardot, que fora amante de Serge Gainsbourg um ano antes de o cantor se apaixonar por Birkin. A lascividade da faixa fez com que o Vaticano reclamasse – e também com que muitos países a proibissem.

Mais do que uma deliciosa história de amor, o livro da Taschen é um bom guia de atitude e estilo femininos, características que Jane Birkin esbanjava. Era, afinal, uma mulher linda e da vanguarda, anos-luz à frente do seu tempo, a ponto de chocar conservadores e pôr em questão o establishment sob o qual mulheres viveram durante séculos. Consciente do seu corpo e do seu papel na história, a mulher Jane Birkin é pura inspiração – até mesmo nesses portraits feitos pelo irmão, querefletem a candura, a simplicidade e a beleza da sua vida íntima e familiar.

(Na foto que abre a reportagem, Jane Birkin fotografada pelo irmão, Andrew. Crédito: Divulgação/Taschen.)

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