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Fotografia em BH

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Palco do segundo Festival Internacional de Fotografia, a capital mineira terá um mês de intensa programação cultural

“O FIF_BH começou a ser elaborado em 2010. Depois de quase três anos de pesquisa para desenvolvimento da plataforma conceitual e das múltiplas atividades, o projeto estava pronto para ter sua primeira edição, em 2013”, conta um dos organizadores do Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte, Guilherme Cunha, sobre o surgimento de um dos mais importantes eventos do gênero no Brasil.

Em sua segunda edição, o FIF_BH, traz uma série de eventos e intensa programação cultural à capital mineira. Com a exposição Mundo, Imagem, Mundo, fotografias de 36 artistas de diversos países convidam os visitantes a repensar a relação com o mundo por meio das imagens.

“O FIF_BH surge com o objetivo de somar ao movimento de produção cultural independente de Minas Gerais e promover a ampliação dos espaços de discussão, formação, de reflexão e pensamento crítico sobre a imagem. Neste ano, o Festival se propôs discutir o impacto das imagens na forma como percebemos os diversos mundos a nossa volta”, conta Guilherme.

Foram recebidos mais de 1400 inscrições para o FIF_BH deste ano, o que resultou em um árduo trabalho da equipe de curadoria, formada por Bruno Vilela, Guilherme Cunha, Eduardo de Jesus e Patrícia Azevedo.

“Todo esse conteúdo – imagens, vídeos, textos, sites, blogs, etc – é cuidadosamente estudado”, afirma Guilherme. “Nosso trabalho não é apenas separar imagens, mas organizar um denso conteúdo que traga em si a possibilidade de, quando colocado em um conjunto, poder acionar um mecanismo de reflexões e pensamentos críticos no contato entre público com os trabalhos expostos”, completa.

Na exposição, cerca de 200 obras se dividem entre CâmareSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, Galeria Alberto da Veiga Guinard, no Palácio das Artes, e CentoeQuatro – esta última em cartaz apenas até dia 08 de novembro.

“O conceito Mundo, Imagem, Mundo foi desenvolvido ao longo dos últimos dois anos observando o movimento de diversos pensadores, pesquisadores e teóricos vindos de diferentes áreas do conhecimento buscando entender o fenômeno de produção imagética e seu impacto nas sociedades”, conta Bruno Vilela, um dos organizadores do Festival.

“Esse processo histórico vêm se intensificando com a chegada de novas tecnologias, e as pessoas podem gerar e distribuir quase que em tempo real suas próprias imagens, ampliando seu potencial de participação na sociedade como nunca antes foi possível”, afirma.

Segundo o organizador, neste mundo das imagens é preciso ter muita reflexão e com todo o conteúdo produzido. “A ampliação do acesso aos meios de produção de imagem e o aumento exponencial dessa mesma produção levanta uma questão importante: estamos preparados para absorver, digerir e processar de forma crítica toda esse conteúdo?”, questiona Bruno.

Guilherme responde: “O Festival espera sinceramente poder contribuir para a ampliação dos espaços de discussão e formação sobre a produção das imagens e sua utilização como instrumento de reflexão crítica. Para isso tem aproximado diferentes visões de mundo e visões sobre o mundo a partir de uma intensa plataforma independente de intercambio e troca de conhecimento entre artistas, pensadores e pesquisadores e o público em geral de diversas partes do mundo.”.

Para ajudar a entender melhor a representação do mundo através das imagens, hoje, 5 de novembro, será lançado o livro Espaços compartilhados da imagem – Caderno de Reflexões Críticas sobre a Fotografia, às 19h no jardim Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

Dividido em dois capítulos, um Caderno de Textos e outro Caderno de Imagens, o livro traz imagens de 32 artistas que participaram do FIF_BH e ensaios de autores convidados.

Para mais informações sobre os eventos, palestras e exposições, acesse o site do Festival.

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