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Entranhas do Cerrado

Conteudo Isobar

CCBB Brasília abre exposição para mostrar a típica vegetação que cobre 11 Estados do país. 

A savana mais rica do mundo vai à exibição. Engana-se quem pensa que seria a africana: do ponto de vista da diversidade biológica, é o Cerrado brasileiro quem garante o primeiro lugar entre todo esse tipo de vegetação no planeta, além de ser o segundo maior bioma do país – atrás apenas do amazônico.

Essa informação pode surpreender o visitante incauto, aquele que pensa em árvores retorcidas como a imagem que simboliza esse tipo de vegetação – que chegou a cobrir 24% do território nacional.

É justamente para esclarecer a diversidade de fauna e flora desse habitat que o Centro Cultural Banco do Brasil abre as portas, em Brasília, para a exposição Cerrado – Uma Janela para o Planeta, a partir da próxima sexta-feira, 5 de setembro.

Três grandes módulos funcionam como os guidelines da mostra: “Grande Sertão, Veredas: paisagens do Cerrado”; “A Trama do Cerrado: Diversidade”; e, por fim, “Os Quatro Elementos: água, fogo, terra e ar”. Também fazem parte da exibição alguns filmes, oficinas e uma feira dedicada ao tema.

De acordo com os curadores, a ideia é que haja uma aproximação entre o espectador e o bioma, que sofre desmatamento contínuo e intenso. A partir daí, a ideia é dar a dimensão da importância sobre a preservação desse tipo de vegetação.

Seções

No módulo “Grande Sertão, Veredas: paisagens do Cerrado”, os visitantes poderão conferir os 14 principais tipos de vegetação presentes no bioma: as florestais (mata ciliar, mata de galeria, mata seca e cerradão), as savânicas (cerrado denso, cerrado típico, cerrado ralo, cerrado rupestre, parque de cerrado, palmeiral e vereda) e as campestres (campo sujo, c ampo rupestre e campo limpo). Há instalações, projeções, sons e até mesmo árvores reais emulando todas as mudanças provocadas pelas estações de chuvas e de secas e as diferenças entre esses tipos de vegetação.

Já a seção “A Trama do Cerrado: Diversidade” apresenta, como diz o próprio nome, a pluralidade de fauna e de flora desse habitat, com vitrines e experimentos que mostram como ocorre a polinização (uma das curiosidades do Cerrado, inclusive, é que algumas espécies dependem de queimadas para rebrotar). É a parte em que estão expostas também informações sobre insetos, peixes das bacias hidrográficas, além de ninhos e tocas de animais. Para se ter uma ideia da magnitude dessa  vegetação, sabe-se que o Cerrado abriga 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

O terceiro e último módulo será dedicado a explorar a história geológica da região. Denominado “Os Quatro Elementos: água, fogo, terra e ar”, a seção vai explorar a diversidade do solo, impactos do fogo e interação entre vegetação e recursos hídricos.

A mostra acontece sob a curadoria de Jorge Wagensberg (doutor em Física pela Universidade de Barcelona, onde leciona), coordenação técnica de Mercedes Bustamante (doutora pela Universitat Trier, da Alemanha, e professora da UnB), e coordenação museológica de Maria Ignez Mantovani. Programa imperdível para quem deseja conhecer um dos biomas mais exuberantes do Brasil.

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