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Elis vive

Conteudo Isobar

 

Dona de uma voz singular, a intérprete continua inspirando obras sobre o seu polêmico universo

Intensa e imprevisível, Elis Regina mudou a história da Música Popular Brasileira e hoje é considerada uma das cantoras mais importantes do País.

Gaúcha de nascimento, a cantora surgiu nos festivais dos anos 60 e se consagrou com os espetáculos “Falso brilhante” e “Transversal no tempo”. Hoje, passados 34 anos de sua morte, a música de Elis está viva. É impossível apagar uma voz como a dela e não lembrar de suas magníficas interpretações, tão intensas quanto os anos vividos por Elis.

O dueto com Tom Jobim eternizou a música “Águas de Março”; o samba “Tiro ao Álvaro”, entoado com Adoniran Barbosa, levou o samba do Bixiga, em São Paulo, para o cancioneiro popular.

Não couberam pontos finais para narrar sua história. Ela foi encontrada morta no dia 19 de janeiro de 1982 em seu apartamento, aos 36 anos de idade. O laudo médico indicou como causa da morte uma mistura fatal de cocaína e álcool.

A perda consternou o País, pois Elis estava no auge do seu prestígio – tinha uma carreira sólida, com repertório de primeira linha, excepcional domínio de palco e voz afinadíssima. Jornalistas e pesquisadores, no entanto, se debruçaram sobre os detalhes de uma vida tão intensa e escreveram livros a respeito de sua trajetória.

Atualmente, está em fase de produção final uma cinebiografia dirigida por Hugo Prata. O longa “Elis”, rodado, em São Paulo, Rio de Janeiro e Paris, contará a história de Elis Regina desde os 19 anos de idade até os seus últimos dias.

Com roteiro de Luiz Bolognesi, Nelson Motta, Patrícia Andrade, Vera Egito e Hugo Prata, o filme será protagonizado pela atriz Andréia Horta. Estão ainda no elenco, Caco Ciocler, como Cesar Camargo Mariano, Lucio Mauro Filho, como Miele, Ícaro Silva, como Jair Rodrigues, Isabel Wilker, como Nara Leão, Gustavo Machado, como Ronaldo Bôscoli, e Zé Carlos Machado, no papel de Romeu, pai de Elis.

O longa está previsto para ser lançado em 2016, com distribuição da Downtown Filmes, e promete nos dar ainda mais motivos para sentir a falta da Pimentinha.

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