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Dia Mundial do Rock

Conteudo Isobar

Para celebrar o dia mais rock and roll do ano, a revista Estilo BB traz uma conversa com duas grandes bandas gaúchas

Um dos estilos musicais mais famosos do mundo, o Rock’n’Roll começou a conquistar multidões a partir dos anos 1950, nos Estados Unidos e Inglaterra, com Elvis Presley abrindo o caminho para outras grandes bandas, como The Beatles e Rolling Stones. Porém, a data passou a ser celebrada apenas em 13 de julho de 1985, com o festival Live Aid, que promoveu shows simultâneos na Inglaterra e Estados Unidos a fim de angariar fundos para combater a fome na Etiópia.

No Brasil, diversas bandas lotam estádios em suas turnês, como acontece com os gaúchos Nenhum de Nós e Cachorro Grande, que saíram de Porto Alegre para conquistar o País inteiro com personalidade e um som único.

Há quase 30 anos na estrada, o Nenhum de Nós faz sucesso desde o primeiro disco. “O rock, lá nos anos 1980, resgatou a relação da música brasileira com as rádios e atingiu um nível de popularidade inédito até então”, afirma Carlos Stein, guitarrista da banda. “Abrimos muita estrada por esse País. Muitos palcos foram criados para receber esse novo rock”, completa.

O Nenhum de Nós já vendeu mais de um milhão de discos, e eles não pensam em parar – a banda mal encerrou a turnê “Contos Acústicos de Água e Fogo” e já começou uma nova, com passagens marcadas por São Paulo, Brasília e Goiânia. Com o sucesso logo no primeiro disco, com o hit “Camila”, Carlos Stein comemora: “o Nenhum é uma banda de estrada, adoramos fazer shows e nos reconhecemos nesses momentos. É um privilégio!”.

Para Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande, a ida para São Paulo foi decisiva para consolidar a carreira a banda: “no nosso caso foi muito importante porque foi quando a gente se mudou para São Paulo que o Brasil inteiro ficou sabendo que existia Cachorro Grande”, afirma.

Com 15 anos de estrada, a banda lançou recentemente seu último disco, “Costa do Marfim”,  em uma parceria com Edu K, líder do De Falla e um dos maiores nomes da música pop brasileira. “Esse último é um disco especial para nós porque nos distanciou de nós mesmos, do nosso passado. Foi libertador fazer esse disco, e acho que é sempre assim, um disco melhor que o outro”, conta Beto.

O rock está morto? Não é de hoje que críticos e artistas fazem essa pergunta. Para o guitarrista do Nenhum de Nós, “o público que gosta de rock busca alternativas às mídias tradicionais e isso pode levar a um decréscimo de visibilidade nessas mídias. Mas o estilo está muito bem, basta ver o público nos shows, que não para de crescer”, conclui.

Já para Beto Bruno, “a última geração que apareceu, meio colorida, vulgarizou um pouco o rock”, afirma. “Voltou aquela fase de banda de produtora, que não é apaixonada pela música, é muito mais comercial. Mas é uma fase, o rock já teve tantas fases e essa é só mais uma, mas não acho que esteja perdendo espaço”, completa.

Com outros nomes de peso, como Júpiter Maçã e Engenheiros do Hawaii, o Rio Grande do Sul parece possuir um encanto especial para lançar novas bandas. Carlos Stein acredita que são as particularidades da região que possibilitam esse destaque: “temos uma linguagem bem nossa que, felizmente, caiu no gosto do público”, afirma.

Há nomes importantes espalhados por todo o Brasil, além de diversas novas bandas surgindo a todo o momento, o que indica que o rock não só está vivo, como está trazendo novas músicas e muito potencial para durar por muitos e muitos anos, mostrando que ainda temos muitos motivos para celebrar o Dia do Rock.

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