Crédito: Divulgação/ ©Disney Enterprises, Inc.

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Em “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”, a atriz Emma Thompson interpreta a escritora que criou a famosa babá.

Que mãe ou pai nunca cedeu aos caprichos das crianças? Não é tarefa fácil resistir àqueles rostinhos doces e olhares meigos pedindo, por favorzinho, por mais alguns minutos na frente da TV ou por um presentinho fora de datas comemorativas. Imagine, agora, que o pai em questão é Walt Disney com as filhas aos seus pés, implorando para que ele levasse ao cinema a história favorita das pequenas.

Promessa é dívida e, apesar dos 20 anos de atraso, o paizão conseguiu transformar em realidade o sonho das meninas de ver sua personagem mais querida fora dos livros. Foi assim que Mary Poppins saltou para a telona.

Apesar de muita gente saber cantar as músicas de cor e ser capaz de dizer Supercalifragilistiexpialidoce sem gaguejar, poucos testemunharam o caminho árduo que Walt percorreu para convencer a autora P. L. Travers na aprovação do filme.

O roteiro de “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (“Saving Mr. Banks”, no original), da Walt Disney Pictures, trata das duas semanas, em 1961, em que Walt arma-se de storyboards criativos e canções mágicas, criadas pelos talentosos irmãos Sherman, e lança um ataque feroz contra a inflexibilidade de Travers. A talentosa escritora é vivida por Emma Thompson, enquanto o cineasta fica a cargo de Tom Hanks.

A P. L. Travers de Emma Thompson é uma mulher sofrida e amarga, mas determinada e ávida protetora de sua história e da memória de seu adorado pai. Pamela não quer ver sua querida babá mágica ser atropelada pela máquina de Hollywood.

Somente quando os fantasmas do passado desses dois grandes contadores de história vêm à tona é que Mary Poppins começa a ganhar asas e a sair do papel para se tornar um dos filmes mais amados e encantadores da história do cinema.

Um dos trunfos do filme é a escolha da atriz-mirim australiana Annie Buckley, de 11 anos, que vive a Pamela Travers na infância. Sua atuação aproxima do público a versão mais velha da escritora. Mais do que julgar Travers por suas atitudes, por muitas vezes rudes, o espectador sofre com ela e entende sua forma de enxergar o mundo, por conta de uma decepção profunda. Afinal, mesmo com tanta dor, ela foi capaz de nos entregar uma das histórias mais deliciosas e acolhedoras já escritas.

O filme estreou no início de março no Brasil e tem direção de John Lee Hancock. A película ainda traz Colin Farrell e Ruth Wilson em flashbacks, como os pais da fina dama. Já a tia de Pamela e modelo para a amada babá é interpretada por Rachel Griffiths.

“Walt nos Bastidores de Mary Poppins” desce de um jeito agradável, com uma mulher que, mesmo amargurada, contagiou o mundo com a alegria da babá voadora de canções vibrantes e universos felizes.

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