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Cássia Eller – O Musical

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História de uma das mais importantes cantoras brasileiras chega aos palcos de Brasília.

O CCBB Brasília apresenta Cássia Eller – o Musical, que estreou no Rio de Janeiro, passou por Belo Horizonte e São Paulo e agora chega à capital do país.

“Focado no essencial, simples e teatral, como a própria Cássia”, nas palavras do diretor, João Fonseca, o espetáculo narra a trajetória de uma das mais irreverentes e talentosas intérpretes brasileiras. Desde o início de sua carreira em Brasília, na década de 80, até a consagração nacional, em 2001, quando morreu prematuramente, no auge.

 BIOGRAFIA

Dona de uma voz marcante, Cássia Eller nasceu no Rio de Janeiro, em 1962 mas vivia de mudança entre a capital fluminense, Minas Gerais, Pará, Brasília e São Paulo. Fã dos Beatles, participava de corais e óperas e, já na adolescência, cantava em bares e cafés.

Enquanto pulava de emprego em emprego – chegou inclusive a trabalhar como ajudante de pedreiro –, a música era a única constante em sua vida. Foi só em 1989 que sua carreira profissional começou a decolar, depois que ela participou de um espetáculo junto com o cantor Oswaldo Montenegro.

Já morando em São Paulo, Cássia gravou uma fita demo com a ajuda do tio, que entregou o material à gravadora Polygram. Dentre as músicas escolhidas, estava aquela que seria seu primeiro sucesso: Por Enquanto, de Renato Russo.

Marcada por polêmicas, como a homossexualidade assumida e o comportamento irreverente, amigos dizem que Cássia, no fundo, era tímida e doce, principalmente com o filho, Chicão, e sua companheira, Eugênia. Ela só deixaria de cantar aos 39 anos, com sua morte.

O MUSICAL

Dirigido por João Fonseca, “Cássia Eller – O Musical” fecha sua trilogia de biografias musicais. “Foi irresistível fazer esse musical da Cássia. Fiz o do Cazuza. Vejo uma continuidade nisso. Quando ele estava saindo de cena, ela estava chegando. Este é mais simples: contamos rapidamente momentos pessoais e da carreira dela”, explica.

O espetáculo tem um clima intimista e simples, em um cenário com cadeiras e banda composta por cinco músicos, que apresentam as 39 canções em arranjos fiéis aos originais. Seguindo a ordem cronológica, os atos contam os momentos marcantes da vida de Cássia Eller a partir de seus 18 anos: a descoberta da sexualidade, a mudança do Rio para Brasília, o contato com o teatro, o nascimento do filho, a parceria com Nando Reis e muito mais.

No repertório estão faixas autorais como Flor do Sol e canções que foram imortalizadas em sua voz, como Malandragem (Cazuza/Frejat) e RelicárioAll Star O Segundo Sol (Nando Reis), Por Enquanto (Renato Russo) etc. O roteiro reúne também Lennon e McCartney (Come Together) e Kurt Cobain (Smells Like Teen Spirit), entre outras.

DIREÇÃO E ELENCO

Para reproduzir a realidade de Cássia Eller da maneira mais fiel possível, Gustavo Nunes (idealizador e produtor geral do projeto) conta que todas as pessoas que foram convidadas para fazer parte da equipe de criação conheciam muito bem o universo de Cássia Eller.

Percussionista oficial de Cássia Eller desde 1996, Lan Lan é responsável pela direção musical do espetáculo. “É incrível reviver tudo isso, porque vivíamos viajando, tocando, nos divertindo e não nos sobrava tempo para assistir a tudo”, conta.

O projeto nasceu também com o compromisso de revelar novos talentos fora do eixo Rio-São Paulo. Por isso, os produtores e diretores reuniram um grupo de atores e músicos de seis estados diferentes. “Cássia sempre foi muito generosa e abriu portas para bastante gente. Resolvemos seguir seu exemplo também neste quesito”, diz Gustavo.

A curitibana Tacy de Campos está no papel-título. Para conseguir a vaga, ela participou de uma seleção com mais de mil candidatas. Foi descoberta por causa de um vídeo na internet, cantando com sua banda, Os Marginais, e tinha apenas 11 anos quando Cássia faleceu.

O elenco conta também com os atores Eline Porto, que interpreta a companheira de Cássia, Eugênia; Emerson Espíndola, que encarna Nando Reis; e Thainá Gallo, responsável pelo papel de Lan Lan. Além disso, os atores se revezam em outros papéis.

“O espetáculo, antes de tudo, é uma homenagem à Cássia”, afirma Gustavo Nunes. “Por isso buscamos, sempre, ser o mais fiel possível a sua essência: simples, original, irreverente”.

O musical fica em cartaz no CCBB Brasília até o dia 26/01, com sessões às quintas, sextas, sábados e segundas às 20h e domingos às 19h.

Para saber mais sobre o evento, clique aqui.

 

 

 

 

 

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