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Casa de lembranças

Conteudo Isobar

Museu da Casa Brasileira expõe peças e mobiliários que celebram seus antigos moradores.

A cidade de São Paulo esconde tesouros a céu aberto que respiram história e revivem seus habitantes. O Museu da Casa Brasileira, único do país especializado em design e arquitetura, carrega lembranças do auge da economia cafeeira, quando a capital paulistana passou a ser parada obrigatória para os intelectuais, os investidores e a alta sociedade. O final do século 19 e início do 20 é um período tão rico culturalmente na história paulistana que vale mergulhar nesse caldeirão através de mostras e exposições espalhadas pela cidade.

Até o dia 31 de dezembro, o Museu da Casa Brasileira apresenta duas exposições que apresentam um olhar inusitado dessa época. A primeira, chamada “A Casa e a Cidade – Coleção Crespi-Prado” exibe a coleção da Fundação Crespi Prado, com objetos que pertenceram aos moradores originais do imóvel em que o museu está instalado desde 1972.

Textos, fotografias, móveis e peças contam o cotidiano de Fábio Prado, prefeito de São Paulo de 1934 a 1938, e sua esposa, Renata Crespi. A exibição revela as origens do casal, sua atuação na história da cidade e lança holofotes sobre a casa em que moraram, que serviu como um local de encontros, reuniões e eventos célebres de caráter tanto político como cultural. O casal era ávido colecionador de objetos de arte como obras de Di Cavalcanti, Portinari e Brecheret.

A mostra também apresenta a cidade do período, com os avanços urbanísticos testemunhados durante a gestão de Prado, como a expansão da malha urbana em direção ao rio Pinheiros, e a construção das avenidas Nove de Julho, Rebouças e Itororó (hoje 23 de Maio), dos viadutos Martinho Prado e Viaduto do Chá, além dos edifícios da biblioteca municipal e do estádio do Pacaembu.

Já a exposição “Jardim do Solar” apresenta o jardim do museu, que conta com um acervo vivo e um dos últimos espaços verdes que ilustram hábitos de moradia da elite paulistana, entre o final do século 19 e a Segunda Guerra Mundial. No primeiro segmento da mostra, painéis contam um pouco da história desse espaço, criado em 1945, e do papel da família Prado na valorização dos jardins públicos e privados de São Paulo. O segundo segmento da exibição convida a um passeio entre 30 árvores divididas em quatro grupos: espécies nativas, estrangeiras, frutíferas e palmeiras. Cada espécime acompanha sua própria descrição que, em alguns casos, é complementada por desenhos da ilustradora botânica Hiroe Sasaki.

Desde abril de 2013, o local abriga uma filial do restaurante Santinho, também presente no Instituto Tomie Ohtake e comandado pela chef Morena Leite. Programa leve e perfeito para se fazer com a família e evitar os shoppings lotados neste fim de ano .

O MCB abre de terça a domingo, das 10 às 18h e os ingressos custam R$ 4 e R$ 2, com meia-entrada. Aos domingos e feriados, a visitação é gratuita.

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