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Arte do sublime

Conteudo Isobar

Emin Kuliyev é um fotógrafo de casamentos com o olhar apurado do fotojornalismo.

Um dos maiores escritores russos de todos os tempos, Liev Tolstói (1828-1910) defendia que uma genuína obra de arte é aquela que provoca na audiência o sentimento original que a motivou. Ou seja, não existe arte se o público não sente qualquer emoção ou, ainda, quando as emoções do criador e do espectador são dissonantes.

A ideia do pensador exposta acima definitivamente coloca as fotografias do seu conterrâneo, o fotógrafo Emin Kuliyev, no patamar de obras de arte. Por quê? Basta observar suas fotos, que falam por si só – veja algumas imagens disponíveis logo abaixo.

Um tanto comedido ao comentar sobre o seu trabalho, mas certamente com plena noção de suas habilidades, o fotógrafo afirma não haver nada de especial em suas imagens. “Elas são apenas minha forma de expressão. Algumas pessoas escrevem poemas, outras fazem pinturas, cantam músicas. Eu desenho meu mundo com uma câmera e lentes”, contou Kuliyev em entrevista exclusiva para a Revista Estilo BB.

Radicado há dez anos em Nova York, o profissional já ganhou dezenas de prêmios com suas imagens absolutamente cativantes, que mostram casamentos ao redor do globo e em sua cidade natal, um verdadeiro caldeirão cultural. Entre as premiações, duas das mais importantes são as de Melhor Fotógrafo de Casamento e Melhor Fotojornalista de Casamento, ambos pela Associação de Fotojornalistas de Casamento – a WPJA.

Tanto reconhecimento não é para menos. Kuliyev domina os artifícios de luz, enquadramento e outros pormenores do universo fotográfico (aliás, tudo obtido na raça; ele é autodidata na profissão). A somar à sua técnica impecável, ele é dono de um olhar criativo e sensível, e consegue capturar a espontaneidade dos momentos. Tudo isso conquista o observador, que naturalmente absorve a atmosfera fotografada.

Soa inverossímil e até mesmo um clichê, mas a sua história com a fotografia começou de maneira totalmente despretensiosa. Antes designer gráfico, ele não encontrava trabalho na área. “Até que um fotógrafo de casamentos me perguntou se eu queria registrar uma cerimônia; eu ganharia melhor do que na minha profissão”, conta ele, que aceitou a proposta sem pestanejar.

Para Kuliyev, fotografar casamentos é interessante por um simples motivo: “Gosto de capturar o comportamento das pessoas e os momentos verdadeiros”. Não há muitas regras para registrar os “grandes dias”. Apenas segue um roteiro básico, dividido em etapas, como: preparativos da noiva e do noivo, aproveitamento da luz natural, foco aos detalhes, cerimônia e por aí vai.

O fotógrafo vive no Bronx e diz que uma das coisas que mais ama em Nova York é a possibilidade de fotografar diferentes culturas, que ele define como “uma viagem pelo mundo sem pegar avião ou navio”. Sem reservas, ele admite que encontra os casais mais felizes em sua cidade. Embora a afirmação carregue um tanto de subjetividade, uma coisa parece certa: Kuliyev é capaz de encontrar (e capturar) o momento decisivo de felicidade  entre as pessoas, onde quer que seja.

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