Divulgação / H2O Films

Amor e máfia em Cannes

Conteudo Isobar

Longa filmado em Palermo e na Sicília conquista Cannes e é tido como símbolo do renascimento do cinema italiano

Apesar de a Idade de Ouro do cinema italiano ter ficado lá nas décadas de 40 a 70, respaldada por diretores icônicos como Roberto Rossellini, Bernardo Bertolucci e Federico Fellini, essa nova geração de cineastas, fruto de uma Europa em crise e em depressão, nos brinda com produções de baixo orçamento, mas repletas de estilo e com muita história para contar.

Um exemplo notável é “Salvo”, filme escrito e dirigido pela dupla Fabio Grassadonia e Antonio Piazza. A história narra o relacionamento entre Salvo, um assassino perseguido pela máfia siciliana, e Rita, a irmã cega de uma de suas vítimas. Ela testemunha o assassinato, passa a enxergar e Salvo decide deixá-la viver. A partir daí, os dois se envolvem num amor impossível.

A fita surpreendeu durante o Festival de Cannes, que aconteceu de 15 a 26 de maio na Côte d’Azur. Elogiado pelos corredores do Festival, o longa italiano garantiu dois troféus durante a Semana da Crítica, mostra paralela ao grande evento: o Grande Prêmio e o Prêmio Revelação, totalizando 14 mil euros.

A película foi filmada em Palermo e em uma zona rural na Sicília. Um dos pontos altos do longo é a mudança do ponto de vista da câmera durante o filme, passando pelo ângulo normal e por visão em primeira pessoa.

Segundo a crítica da revista Variety, “Salvo” é “um símbolo do renascimento do cinema italiano”, que combina realismo e cinema negro, com aquele toque de esplendor e decadência que só o cinema italiano sabe contar.

“Salvo” deve estrear nos cinemas brasileiros no final de agosto.

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