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Adrenalina em 3D

Conteudo Isobar

Em documentário, dois ícones do surf de ondas gigantes buscam as maiores tempestades nos mares da Austrália.

O mar é tido como um dos grandes mistérios do homem desde o tempo das grandes navegações. Quantos navios não afundaram de maneira inexplicável ou sucumbiram a tempestades catastróficas? Esse mesmo homem que teme e respeita o mar é também capaz de façanhas inacreditáveis nesse grande templo de água salgada.

Há uma classe, em especial, que desafia todas as leis da racionalidade: a dos surfistas de ondas grandes. É possível contar nos dedos quantos humanos seriam capazes de surfar ondas equivalentes a prédios de 10 andares – ou até maiores – e sofrer quedas que lhe farão parecer uma boneca de pano dentro de uma máquina de lavar. Enfrentar correntes frias, perigosas e, somado a isso, ser uma presa em potencial de tubarões com no mínimo duas vezes o seu tamanho.

Há de se esclarecer que o cenário acima soa amedrontador para a esmagadora maioria dos surfistas do mundo – o que dizer, então, sobre pessoas que não tem intimidade com o mundo do surfe. Há, no entanto, um seleto time de aventureiros dispostos a pagar o preço de perder a vida para surfar ondas gigantes.

Tom Carroll – que ostenta dois títulos mundiais de surf – e Ross Clarke-Jones (um dos pioneiros do surf de tow in, modalidade na qual os surfistas pegam ondas gigantes com o auxílio de um jet ski) pertencem a esse último grupo.

A dupla é protagonista do documentário Storm Surfers, cuja versão em 3D foi recentemente exibida nos cinemas brasileiros. O filme é uma aventura do começo ao fim e mostra a saga de Carroll e Jones em busca das ondas mais perigosas da Austrália durante o inverno de 2011.

Ondas mortais na Austrália

Acompanhados por Ben Matson, um especialista em monitoramento de tempestades, os big riders viajam mais de 17 mil quilômetros durante quatro meses. Enfrentam temporais, noites de pouco sono e levam o físico ao limite. Todo o esforço tem um único objetivo: pegar o máximo de grandes swells (nome científico dado a uma série de ondas) que eles conseguirem.

A primeira parte da jornada acontece na Tasmânia, parte inóspita da Austrália, mais precisamente na onda de Shipsterns Bluff, uma das mais temidas do mundo. Detalhe: ela quebra sobre uma laje de pedras e de frente  para um paredão rochoso - por isso, abre margens muito estreitas para erros.

Depois, o trio segue para o oeste australiano, outro lugar igualmente isolado. Em dado momento, Carroll vai além de qualquer limite – e uma passagem dramática marca a viagem, que quase termina para a dupla.

No entanto, na escala de adrenalina, nada disso chega à altura de um outro episódio dessa jornada: uma nova onda, nunca desbravada por surfistas. Localizada 75 quilômetros mar adentro, ela é chamada de Turtle Dove Shoal, e não demorou muito para ser considerada uma das mais perigosas da Austrália.

No entanto, nem mesmo essa temida onda é capaz de frear os ímpetos vorazes de Carroll e Jones. A verdade, para ambos, é que medo algum supera a vontade de expandir os próprios limites. Essa ideia leva para a essência do filme, que vai além do registro de dois amigos atrás de ondas gigantes – e faz acreditar que o impossível é apenas uma questão de perspectiva.

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