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A festa dos bois

Conteudo Isobar

A disputa dos bois Garantido e Caprichoso traz temáticas como lendas, rituais indígenas e costumes ribeirinhos, com alegorias e encenações.

Todo mês de junho, o norte brasileiro para e celebra uma das disputas mais acirradas do Brasil: a contenda entre os bois Caprichoso e Garantido durante o Festival Folclórico de Parintins.

Por sua grandiosidade e relevância cultural, a festa está presente no calendário oficial de eventos da cidade amazônica desde 1965 e suas imagens são enviadas ao vivo para todo o Brasil.

A Ilha de Parintins, a 420 km de Manaus, torna-se palco da apresentação de boi-bumbás, que não deixa em nada a desejar em relação ao carnaval. De um lado, o azul Caprichoso, do outro, o vermelho Garantido, dividem corações assim como as escolas de samba cariocas.

Cada competidor desfila cerca de 3500 pessoas e um mestre de cerimônias se encarrega de contar a versão amazônica da lenda do boi-bumbá: a roceira Catirina, grávida, teve o desejo de comer língua de boi. Seu marido, Pai Francisco, decide matar o boi favorito de seu patrão para satisfazê-la e acaba sendo preso e ameaçado de morte pelo amo. Um pároco e um pajé acabam ressuscitando o boi. Francisco e a esposa recebem o perdão e realiza-se uma grande festa.

O primeiro a contar a história de Catirina e Francisco foi o boi Garantido, em 1913. Nove anos depois, surgiu o boi Galante, que, mais tarde, se tornaria o Caprichoso. O sucesso foi tanto que, desde de 1988, foi construído o Bumbódromo, uma arena especialmente criada para abrigar os festejos dos boi-bumbás.

São três dias de apresentação, com duas horas e meia cada, sempre no último fim de semana de junho. Ao final do evento, seis jurados elegem um dos bois como o grande vencedor. O campeão deste ano é o azul Caprichoso, que chegou a ganhar sete vezes seguidas entre 2007 e 2013.

Será 2016 o ano do boi vermelho?

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